Cimeira ministerial OMT e WTM sublinha sinergias entre turismo e mega-eventos

O secretário de Estado do Turismo, Adolfo Mesquita Nunes, foi um dos intervenientes na cimeira ministerial da OMT e do WTM, onde os participantes sublinharam que “as imensas sinergias” entre os mega-eventos e o turismo devem ser “utilizadas para gerar benefícios a longo prazo para os destinos e para a população”. Na abertura da cimeira, subordinada ao tema “Turismo e mega-eventos: a construção de um legado perdurável”, o secretário-geral da OMT, Taleb Rifai, sublinhou que “ao pensar no legado dos mega-eventos, os destinos têm que considerar a infra-estrutura, o investimento e o emprego, benefícios imateriais como a percepção do país e a forma mais eficaz de envolver os cidadãos”. Durante os trabalhos, o vice-ministro de Turismo do Brasil, Vínicos Lemmertz, sublinhou a necessária colaboração e associação entre as entidades público-privadas, citando o exemplo da Copa do Mundo, enquanto o presidente do VisitBritain, Christopher Rodrigues, destacou o legado positivo ao nível da criação de emprego no final das Olimpíadas de Londres de 2012. Mas nem só de desporto vivem os mega-eventos, as peregrinações religiosas reúnem muitos milhares de pessoas, e há também eventos de menores dimensões com reflexos muito positivos para os países, até porque muitos destinos não têm sequer capacidade para acolher eventos de grandes dimensões. Nesta linha de pensamento, o director do WTM sublinhou que “os mega-eventos e o turismo andam de mãos dadas mas os destinos também podem aproveitar ao máximo os eventos mais pequenos”. Para Isabel Borrego, secretária de Estado de Turismo de Espanha, ao apresentar a candidatura a um evento de grande envergadura “é fundamental avaliar devidamente o seu impacto ou a sua sustentabilidade” e, por seu turno, o presidente do Conselho Mundial de Viagens e Turismo, David Scowsill, pediu a participação do sector privado nas primeiras etapas de preparação de qualquer evento. Por seu turno, o secretário de Estado do Turismo de Portugal, Adolfo Mesquita Nunes, sublinhou que as administrações do turismo devem “envolver-se desde o início em qualquer projecto de acolhimento de mega-eventos”, ainda que tenha também chamado a atenção para o facto de a decisão de apresentar uma candidatura para acolher este tipo de eventos dever “estar em inteira consonância com os principais objectivos de cada país”. M.F.