Cláudia Monteiro de Aguiar quer acção concertada para o turismo face ao Coronavírus

A Task Force do Turismo, em que se inclui a deputada Cláudia Monteiro de Aguiar, assina uma carta enviada ao Comissário Europeu para o mercado interno, responsável pelo Turismo, Thierry Breton, e à Comissária para os Transportes, Adina-Ioana Valen, com o intuito de saber que acções estão definidas para minimizar os impactos num dos sectores mais afectados pelo Covid-19.

O plano de contingência apresentado a semana passada pela presidente da Comissão Europeia Ursula Von der Leyen, assegura a coordenação entre os Estados-Membros na contenção do vírus e o apoio financeiro para diagnóstico, terapêutica e prevenção do surto. Para Cláudia Monteiro de Aguiar, “o bem-estar das pessoas e a contenção do vírus é a nossa principal preocupação, contudo devemos estar preocupados também com os efeitos económicos e impacto que já se faz sentir nas empresas”.

A eurodeputada avança que “o impacto na indústria de viagens, transportes e turismo na Europa já é claramente notório, com perdas mensais estimadas em mil milhões de euros, com tendência a agravar-se”. Acredita que a “a resposta da União deve ser concertada, e de forma célere, com os Estados-Membros”, sendo urgente “um plano de acção para apoiar e preparar o sector face às perdas registadas pelo cancelamento das viagens”.

Na carta enviada a Thierry Breton são referidos exemplos de diversos agentes do sector que sentiram o impacto do Coronavírus, como o cancelamento de mais de mil voos da TAP e também o cancelamento da Bolsa de Turismo de Lisboa, entre outros exemplos de outros Estados-Membros. De relembrar que, quando a Thomas Cook faliu o Parlamento Europeu aprovou uma proposta onde pedia à Comissão mecanismos de cooperação e resolução de crises no sector.

“Não podemos andar sempre a correr atrás do prejuízo”, exalta Cláudia Monteiro de Aguiar, que acrescenta que “este não é o primeiro caso, nem esta é a primeira crise, as medidas já deveriam estar a ser implementadas e a população melhor alertada há mais tempo”. “As empresas não servem apenas para elogiarmos quando o desempenho é bom […] em momentos de crise o Estado deve ter uma resposta concreta e não anunciar apenas montantes em euros, que na realidade só chegam em termos líquidos muitos meses depois”, conclui.