Comissão e ministros do Turismo devem reforçar apoio ao sector turístico

Antecipando a reunião de ministros do Turismo de 27 de Abril, a ECTAA – Confederação Europeia das Associações de Agências de Viagens e Operadores Turísticos pede aos líderes europeus que apresentem um pacote de resgate mais substancial, uma saída do período de isolamento coordenada e um plano de recuperação ambicioso para as viagens e turismo.

Às 9h00 de 27 de Abril decorre uma reunião de ministros do Turismo da União Europeia, na qual participará Rita Marques, secretária de Estado do Turismo, e em que será discutido o impacto da crise provocada pela pandemia de Covid-19 no sector do turismo. Segundo a ECTAA, será o momento ideal para ser concertado um plano de acção, tendo em conta que 80% das chegadas de turistas internacionais da Europa tem origem em mercados dentro da própria UE.

O sector das viagens e turismo é o mais afectado pela crise, tendo sido o primeiro a ser impactado e o último a recuperar, com a abordagem faseada de levantamento de restrições para contenção do vírus. Segundo a Confederação, “o caminho a ser percorrido é difícil e apoios financeiros são chave para a sobrevivência da indústria”. Assim, “precisamos de um maior compromisso por parte dos Estados-Membros para com esta importante indústria”, assevera Pawel Niewiadomski, presidente da ECTAA.

O responsável lembra que o sector das é responsável por mais de 10% do PIB da UE, ao passo que garante 12 milhões de postos de trabalho. Assim, “o turismo precisa de estar firmemente ancorado no ‘Plano Marshall’ de recuperação anunciado por Ursula von der Leyen”, presidente da Comissão Europeia. Para Niewiadomski, “os ministros do Turismo devem cooperar e coordenar com a Comissão Europeia para perceber como é que esse plano melhor deve ser implementado ao nível nacional para que o sector descole, ajudando na transição para um turismo mais sustentável, digital e inovador”.

O responsável relembra, também, a necessidade de implementação de um sistema de vouchers, porque “as empresas gostavam de reembolsar os seus clientes, mas não têm mais dinheiro em caixa”. Considera os vouchers de viagens uma “solução pragmática”, que permitirá às empresas ultrapassar a crise de liquidez com que se deparam. A Confederação, a par com outras entidades, pede uma derrogação temporária da legislação europeia para que sejam oferecidos esses vouchers ao invés de reembolsos.

A ECTAA pede ainda aos líderes europeus que adoptem uma abordagem comum ao regresso da actividade turísticas. É da opinião que a indústria deveria desenvolver directrizes comuns em questões como o respeito às regras de higiene e distanciamento social, evitando regras diferentes a serem adoptadas em cada país. “Estamos numa crise sem precedentes”, assevera o presidente da Confederação, alertando para a necessidade de “pensar fora da caixa” bem como de “acções imediatas”, para que muitos dos actores do turismo não despareçam e o turismo europeu não contraia.