Compensações por greves da Ryanair podem ultrapassar 33M€, diz a AirHelp

A AirHelp analisou o montante que a Ryanair deveria pagar para compensar os seus passageiros afectados pelas greves de Julho e concluiu que a verba pode ultrapassar os 33 milhões de euros.

Segundo a AirHelp, mais de 120.000 passageiros já foram afectados pelas greves da Ryanair em Julho, em vários países europeus, com a empresa especializada na defesa dos direitos dos passageiros aéreos a sublinhar que “em apenas oito dias de greves” estes passageiros “podem ter direito a um valor global de 33 milhões de euros em compensações, no seguimento das perturbações em voos da Ryanair causadas por cancelamentos ou atrasos significativos provocados pelas greves de pessoal”.

A AirHelp reafirma que os “direitos e deveres são iguais para todos” e que os passageiros da Ryanair têm o direito de ser compensados. A propósito de notícias veiculadas na imprensa segundo as quais a companhia aérea terá alegado que “como os cancelamentos de voos foram causados por circunstâncias extraordinárias, não são aplicáveis compensações”, a AirHelp explica que “o Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) decidiu este ano que uma ‘greve selvagem’ de pessoal de uma companhia aérea (…) não constitui uma circunstância extraordinária”.

Bernardo Pinto, Brand Manager e especialista em direitos dos passageiros da AirHelp, elucida que “as decisões do TJUE são vinculativas para todos os tribunais da UE e aplicam-se a todos da mesma forma, incluindo à Ryanair”. A empresa recorda que “no caso de atrasos superiores a três horas, cancelamentos de voos ou impedimento de embarque, os passageiros podem ter direito a uma compensação até 600€ por pessoa, em determinadas circunstâncias, além de qualquer agendamento de novo voo ou de reembolso do bilhete”, caso a perturbação seja culpa da companhia e esta esteja sedeada na UE ou o aeroporto de partida esteja neste espaço.