Congresso APAVT: Consumidor deve ser principal foco das agências de viagens

“O consumidor do futuro e o futuro das agências de viagens” foi um dos temas do 42º Congresso da APAVT. Um painel em que muito se falou de tecnologia mas também de consumidores e agentes de viagens. E, a avaliar pelo que foi dito, os agentes de viagens têm todo um futuro à sua frente desde que tenham como foco o consumidor, se adaptem às suas exigências e consigam exceder as suas expectativas.

O regresso dos millenials às agências de viagens porque elas poupam tempo e dinheiro e evitam que se cometam erros na organização de uma viagem, marca uma nova etapa na vida das agências de viagens que têm que adaptar-se às exigências deste novo consumidor permanentemente “conectado”, cada vez mais informado e que sabe o que quer. O caminho, para as agências, é agora o de ter o foco muito mais no consumidor do que no produto e, embora nos Estados Unidos já se esteja a trabalhar num sistema que pode ser definido como “o agente de viagens no seu bolso”, o painel terminaria com uma afirmação de futuro para as agências: “sem o agente de viagens, estamos por nossa conta”.

Em declarações ao Turisver.com, à margem deste painel que moderou, Miguel Quintas, managing director da Parcela Já sublinhou a permanente capacidade de reinvenção das agências de viagens que “tem a capacidade de estar cada vez mais próxima do consumidor final” e “sabe que isso é fundamental para criar valor no seu dia-a-dia”.

Resumindo o muito que foi dito no painel, Miguel Quintas fez vários destaques, a começar pelo foco das agências que tem que estar “cada vez mais no consumidor e menos no produto”, uma realidade que os agentes de viagens têm entendido e à qual tem que se juntar a vertente da tecnologia, bem como as “parcerias com os stake holders do negócio, desde as companhias aéreas aos rent-a-car, às redes sociais, no que toca à distribuição e comercialização”.

A alteração do modelo de negócio, que passa de comissionável a retribuição do trabalho de consultoria que é feito pela agência que, sublinha Miguel Quintas, “tem que perder o medo de cobrar pelos seus serviços ao cliente”, foi outro dos pontos abordados no painel.

Outros pontos-chave realçados no painel, segundo o moderador da sessão, foram ainda “a capacidade da agência conseguir diferenciar-se face à concorrência através do tratamento dado ao cliente, a capacidade de investir o seu tempo a procurar diferenciação de produto e, em cima disso, a tecnologia que tem que estar presente para que possa ter um alcance maior da sua plataforma e base de clientes”.

*O Turisver.com esteve em Aveiro, a acompanhar o congresso, a convite da APAVT.