Congresso APECATE: “Quem não avançar com a certificação está a comprometer o futuro” alerta Ceia da Silva

Num congresso em que a qualificação, a certificação e a sustentabilidade são as grandes bandeiras, António Ceia da Silva, presidente da Entidade Regional do Turismo do Alentejo/Ribatejo, alertou para o facto de que “quem não avançar com a certificação está a comprometer o futuro”.

Já na sessão de abertura deste VII Congresso na Horta (Açores), na presença de mais de 150 participantes, o presidente da APECATE, António Marques Vidal, realçou que “o turismo em Portugal vai ser o que formos capazes de consolidar, desde já, pela via da qualificação, da certificação e de uma aposta clara na sustentabilidade dos nossos recursos”.

Marques Vidal frisou que os problemas mundiais são muitos e “têm influência na nossa actividade, uma actividade global mas também de pessoas, de experiências e vivências para as pessoas, e isso não pode sair das nossas preocupações”.

Neste sentido, o presidente da APECATE defendeu que o ordenamento, não como questão ambiental ou especial, mas de sustentabilidade e de gestão, deve ser a palavra de ordem. “Os empresários têm que apostar na sustentabilidade, na certificação e na qualificação, aliados ao ordenamento”, disse.

Num painel dedicado a este tema, no qual participaram também Jorge Alves, coordenador da Estrutura de Gestão da Sustentabilidade do Destino Turístico Açores, e Olga Romão, vice-presidente do Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente, Ceia da Silva sublinhou que é preciso saber primeiro o que é que o turista hoje quer. “É em função disso que quem gere destinos e as empresas devem trabalhar”, mas perante tanta informação hoje em poder dos turistas “há que ter o selo de qualidade, há que ser diferenciador, e é por isso que quem avançar nesta área da certificação do destino, ganhará em relação ao futuro”.

O Alentejo/Ribatejo está nesta senda e depois de certificar toda a cadeia de valor, processo que está em curso, quer ser um destino certificado ao nível do platinium, o que deverá acontecer no máximo até 2021, “mas isto nunca pode ser um fim, mas um meio”, sublinhou o responsável regional.