CTP apresentou pacote de medidas para a nova fase de desconfinamento

O presidente da CTP considera que as primeiras semanas de desconfinamento são “fundamentais para as empresas” e já apresentou ao Governo um pacote de medidas necessárias para esta nova fase de retoma de actividade num cenário marcado por dificuldades.

Em comunicado emitido esta terça-feira, a Confederação do Turismo de Portugal afirma que está a “avaliar em permanência esta nova fase mantendo os alertas junto do Governo sobre as dificuldades com que as empresas ainda se deparam”.

Para o presidente da CTP, Francisco Calheiros, “estas primeiras duas semanas da segunda fase de desconfinamento serão fundamentais para as empresas, que vão retomar a sua atividade” e que vão deparar-se com uma “realidade totalmente nova” e um “conjunto de regras de segurança que serão fundamentais para a prossecução da sua actividade” e das quais depende a retoma da confiança dos portugueses.

Se tudo correr bem, afirma o presidente da Confederação, “esta será mais uma mensagem positiva para o exterior” uma vez que “Portugal, além de já ser reconhecido como um país seguro, vê também agora reconhecida a sua segurança sanitária”.

Ainda assim, acrescenta Francisco Calheiros, “é preciso não esquecer as dificuldades das empresas e o esforço que estão a fazer para se manterem de portas abertas” e chama a atenção para a morosidade dos apoios e pagamentos, seja no que toca às linhas de crédito seja no que se refere ao lay-off.

“Já alertámos o Governo para a necessidade de os procedimentos serem mais céleres. Além de muitas empresas ainda não terem recebido os pagamentos [do lay-off], acresce o facto de algumas ainda não terem obtido resposta. Este atraso está a gerar muitas dificuldades às empresas que pretendem manter os postos de trabalho e que estão agora a retomar a sua actividade”, garante.

A CTP também já manifestou a sua preocupação com o transporte aéreo e a falta de decisão da União Europeia. “Como é evidente, a actividade turística depende muito do transporte aéreo e ainda não existem orientações precisas sobre a retoma desta actividade. Esta falta de actuação estende-se a outras áreas. Existe claramente uma falta de estratégia europeia em termos de linhas de ajuda aos Estados-Membros”, afirma.

Por tudo isto, a Confederação do Turismo já apresentou ao Governo um pacote de medidas que afirma serem necessárias para esta nova fase de desconfinamento, nomeadamente:

• Prorrogação do regime de lay-off simplificado, ou uma medida similar, no mínimo por mais três meses

• Linha de capitalização a fundo perdido para o Turismo

• Ressurgimento do fundo de turismo de capital de risco;

• Isenções fiscais, ao invés de moratórias, como o pagamento por conta;

• Supressão de taxas que incidem sobre as empresas para o período do próximo Verão;

• Grande campanha de turismo interno