CTP perspectiva aumento de 7% das receitas turísticas em 2019

A confirmar-se este crescimento, as receitas turísticas deverão ascender a 18 mil milhões de euros, valor acima das previsões apontadas para 2020 na Estratégia Turismo 2027. As estimativas avançadas pela CTP resultam da análise dos dados provisórios do Banco de Portugal de Setembro de 2019.

Em nota enviada esta segunda-feira à imprensa, a Confederação do Turismo de Portugal traça perspectivas para o final do corrente ano turístico, avançando com um aumento de 7% nas receitas, para 18 mil milhões de euros, recordando, a propósito, que este montante está “acima da meta prevista para 2020 no documento Estratégia Turismo Portugal 2027 (valor superior do intervalo 16,3 mil milhões) e das previsões de 2016 do Turismo de Portugal”.

Também segundo a CTP, as despesas de viagens e turismo deverão também crescer acima do expectável (18%), chegando aos 5,5 mil milhões, enquanto as receitas do transporte aéreo deverão atingir os 4.800 milhões de euros (+4% em termos homólogos), e as despesas terão um crescimento estimado de 7%, para 2.350 milhões de euros.

O corrente ano deverá fechar com um saldo de 15 mil milhões de euros na balança turística (Viagens e Turismo + Transporte Aéreo), valor que, sublinha a Confederação, “resulta quase na totalidade da contribuição do segmento viagens e turismo”, sendo que este indicador reflecte uma subida de 2,7% face ao ano anterior.

Comentando estas perspectivas, Francisco Calheiros, presidente da CTP, sublinha que eles “revelam que o desempenho do Turismo em 2019 irá ficar acima de todas as previsões, evidenciando um crescimento sustentado e estruturado da actividade que mais tem contribuído para o desenvolvimento económico e social do nosso país”.

Para o responsável, se estas perspectivas vieram a confirmar-se “2019 será mais um ano de sucesso para a nossa actividade, reflectindo o esforço dos nossos empresários em continuar a investir numa aposta diferenciadora e de qualidade”.

A CTP prevê, ainda, que as dormidas em estabelecimentos hoteleiros atinjam as 57 milhões, +0,8% que em 201. Este fraco crescimento será, no entanto, compensado pela subida de preços, uma vez que os proveitos terão um comportamento muito superior às dormidas. A única excepção a esta regra será a Madeira, para onde a CTP prevê uma quebra de proveitos superior à queda das dormidas.

Já quanto ao Algarve, a Confederação do Turismo de Portugal considera que o comportamento da região ao longo deste ano acabou por ser surpreendente, não apenas pelo comportamento do mercado britânico que manteve-se a crescer até Setembro, mas também pelo “forte crescimento” de mercados como o nacional, o espanhol e o irlandês. Já o pólo oposto, a CTP destaca os comportamentos negativos dos mercados alemão e holandês.