Destino Portugal está preparado para receber o “novo turismo”

O Turismo esteve “em cima da mesa” na 8ª videoconferência “Vê Portugal ON” da Turismo Centro de Portugal, sobre “Coesão Territorial e Crescimento”, com Ana Abrunhosa e Ribau Esteves. A conclusão é clara: vai levar tempo, mas o turismo vai sobreviver e até ficar mais forte. E como sublinhou no final Pedro Machado, esta pode ser uma “oportunidade única para mitigar a diferença entre o litoral e o interior”.

“O que mudou a nossa imagem no mundo foi o turismo. O turismo trouxe-nos coisas extraordinárias, auto-estima”, começou por afirmar a ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, para dizer que mesmo tendo em conta a pandemia da Covid-19 que assolou o mundo e parou o turismo, a imagem de Portugal, enquanto país e enquanto destino turístico, não saiu beliscada. Frisou mesmo que a um dos “habituais atributos que temos somaram-se novos atributos que serão cada vez mais importantes no futuro: a segurança a todos os níveis e concretamente ao nível da saúde, e a sustentabilidade”.

“Se há país preparado para um turismo personalizado, para um turismo genuíno, autentico e com requinte, é o nosso país”. Por isso, disse “o que de melhor podemos fazer pelo turismo é dizer-lhes quais são as regras” porque “quer seja no campo quer seja na cidade, nós estamos preparados” para receber os turistas e para atender às suas novas exigências.

O presidente da Câmara de Aveiro, José Ribau Esteves, assume ter uma visão optimista do futuro. “Vínhamos de 5-6 anos fantásticos de crescimento (…) “mérito de toda a gente”, Governo, empresários, poder local, regiões turísticas mas “o vírus parou tudo fechou as portas de tudo”, começou por dizer para afirmar que a partir de agora tem que haver “uma aposta determinada em reconquistar o patamar em que estávamos e fazê-lo com realismo”. Para que isso aconteça há que agir já e começarmos por ter a consciência de que “este ano vamos ter que ser turistas na nossa própria terra, na terra onde vivemos no dia-a-dia” o que dará à actividade turística “tempo para ganhar a confiança das pessoas”.

Depois, há que “trabalhar as campanhas para que para o ano voltemos a ter a Europa a começar a voltar para que daqui a 2 anos consigamos a ter o mundo a voltar à sua vida normal” e, por via disso, turistas de todos os cantos do mundo a visitarem Portugal. Para isso há, no entanto, que resolver primeiro um problema: “a aviação, que tão importante foi para o crescimento turístico de territórios como Portugal, vai precisar de injecções financeiras monumentais”.

Alertando que “todos temos que saber que vamos ganhar poucochinho”, Ribau Esteves considerou que, apesar de o caminho que espera todos os agentes turísticos ser duro, há uma vantagem para voltar onde estávamos há três meses: “hoje sabemos que somos capazes, sabemos que somos bons, sabemos que Portugal é, de facto, um território fantástico e único à escala do mundo como destino turístico, sabemos que temos bons embaixadores, sabemos que sabemos fazer”.

A encerrar o webinar, Pedro Machado, presidente da Turismo Centro de Portugal, deixou claro que “esta pode ser uma oportunidade única e quase histórica para mitigar esta dicotomia o interior e o litoral”. Para o responsável há que “aprender com a crise”e atender aos grandes desafios que se colocam às marcas.