easyJet assegura aguentar até nove meses de suspensão

Johan Lundgren, CEO da companhia aérea low cost, adianta que a easyJet tem liquidez suficiente para aguentar até nove meses de suspensão das operações e espera um prejuízo antes de impostos entre 212 e 235 milhões de euros no primeiro semestre.

Após várias tentativas de financiamento a transportadora gerou liquidez adicional de cerca de 2,17 a 2,25 mil milhões de euros, o que resulta num fluxo de caixa de cerca de 3,8 mil milhões de euros. Desta forma, prevê ter liquidez que suporte até nove meses de suspensão de operações, se assim for necessário, o que custaria à empresa cerca de 3,4 mil milhões de euros.

Numa conferência de imprensa remota, Johan Lundgren explicava que a previsão de prejuízo antes de impostos entre os 212 e os 235 milhões de euros no primeiro semestre representa uma melhoria em comparação com o período homólogo de 2019, que registou perdas de 316 milhões. Antes do impacto do Coronavírus, a performance da companhia aérea nesta primeira metade do ano estava a ser “muito forte”.

Para a sobrevivência da empresa em suspensão têm contribuído medidas de controlo de custos como o adiamento da aquisição de 24 aviões, hedging de combustível, lay off de trabalhadores e redução dos custos com empresas de handling e com manutenção não urgente. “Continuamos focados em fazer o que é melhor para companhia, em termos de saúde a longo prazo”, assevera o CEO da empresa.

Quanto à retoma pós-Coronavírus, o responsável admite que “ninguém sabe” quando decorrerá, mas admite que será feita, numa primeira fase, a nível doméstico e lentamente expandindo para voos internacionais. Prevendo que a procura seja baixa numa fase inicial, admite a possibilidade dos aviões da easyJet voaram com assentos do meio vazios, como medida de segurança.

No caso das restrições aéreas se prolongarem no tempo, Johan Lundgren afirma que a indústria da aviação apenas sobreviverá com apoios a nível governamental.