ECTAA aplaude apoio dos ministros do Turismo à recuperação do sector

A Confederação Europeia das Associações de Agências de Viagens e Operadores Turísticos mostra-se satisfeita ao observar o entusiasmo dos ministros do Turismo da União Europeia em apoiar a indústria das viagens e turismo na sua recuperação pós-pandemia Covid-19.

A reunião informal virtual de ministros de Turismo da UE, que contou também com representantes da Organização Mundial do Turismo, asseverou a importância do sector e a necessidade da sua recuperação ser uma das prioridades do futuro plano de recuperação a ser desenhado pela Comissão Europeia. A ECTAA considera ser necessário “um plano de uma escala sem precedentes”, sendo que “as declarações dos ministros e do Comissário Thierry Breton são encorajadoras”.

A Confederação reforça também a necessidade de se concertar uma solução harmoniosa para os reembolsos das viagens, incluindo vouchers, uma visão agora partilhadas pelos ministros do Turismo. Relembra que a actual Directiva das Viagens Organizadas não está apta a lidar com os cancelamentos massivos que advieram das restrições de viagens a nível mundial. Alerta que as agências de viagens estão a ficar sem dinheiro, um problema que será agravado com os potenciais cancelamentos de férias de Verão.

“Neste momento, a melhor maneira de garantir que os viajantes são reembolsados é através de ajudas de estado, que ofereçam ao ecossistema global das viagens a liquidez necessária para beneficiar o consumidor, ou a possibilidade de utilizar vouchers não reembolsáveis, que estejam protegidos contra a insolvência das agências de viagens”, explica a ECTAA. Assim, alerta para a necessidade de uma alteração temporária da Directiva.

“O turismo ao ser um sector tão importante para tantos países europeus, precisa de uma abordagem coordenada, que misture medidas de flexibilidade e injecção de liquidez”, explica Pawel Niewiadomski, presidente da Confederação, que acrescenta que “é um forte sinal para a Comissão Europeia que o status quo prevalecente nas passadas seis semanas não é sustentável”. “Acções concretas devem seguir esta chamada o mais rápido possível”, conclui.