Em 10 anos TP quer 60% dos trabalhadores do turismo com ensino secundário completo

O presidente do Turismo de Portugal afirmou que um dos grandes desafios que se colocam ao sector é que dentro de 10 anos 60% dos seus trabalhadores tenham pelo menos o ensino secundário completo, “portanto, 12 anos de escolaridade ou o técnico profissional”.

  

Luís Araújo usava da palavra, na qualidade de convidado, no encontro de Alumni Les Roches que decorreu quinta-feira no Four Seasons Hotel Ritz Lisboa, e que contou com a presença de Carlos Diez de la Lastra, CEO daquela Escola internacional, e António Paraíso, consultor de Luxo, Marketing e Inovação, que dedicou a sua intervenção sobre o conceito de luxo não só no turismo como noutras áreas.

O presidente do Turismo de Portugal explicou aos antigos alunos da Les Roches presentes no encontro os grandes objectivos da Estratégia do Turismo 2027 cuja conclusão passa pela “sustentabilidade do negócio, do sector, do país e das pessoas”, realçando que “no centro desta estratégia estão as pessoas: os turistas, que venham mais, que gastem mais, que fiquem mais tempo, que venham na época baixa; os locais: queremos que mais pessoas, a nível das cidades percebam o valor do turismo e não o combatam, e como um factor de riqueza para o país; todos aqueles que trabalham no sector”.

O responsável reconheceu a dificuldade “de lidar com um negócio e trabalhar num sector com tanta projecção, tanta visibilidade e com tantos desafios” económicos e sociais. Por isso, “os objectivos são ainda mais ambiciosos. Queremos que 90% da população de Lisboa e Porto esteja satisfeita e reconheça o valor do turismo a nível nacional, a redução da taxa de sazonalidade de 36,5% para os 33,5%, e que daqui a 10 anos 60% das pessoas que trabalham no sector tenham pelo menos o ensino secundário completo, portanto 12 anos de escolaridade ou técnico-profissional”.Isto porque, actualmente “60% das pessoas que trabalham no sector e estamos a falar à volta de 350 mil pessoas tem o ensino básico, nove anos de formação, nono ano de escolaridade”.

Luís Araújo falou também de conhecimento, de inovação e de formação. No que diz respeito à inovação “criámos o Centro de Inovação para o Turismo que vai estar constituído dentro de um mês com nove parceiros fundadores Dora do sector, desde a NOS, a Brisa, a ANA-Aeroportos, a Microsoft, a Google e a banca (BPI e Millennium) para desafiarem ou complementarem os desafios que temos hoje. O turismo não vive sozinho. Podemos dar a ganhar muito dinheiro a outros sectores mas também poder ganhar muito dinheiro com os outros sectores se soubermos trabalhar com eles e acho que temos essa habilidade de conseguir juntar os pontos nas várias áreas em que trabalhamos”.

Em relação à formação, o presidente do Turismo de Portugal deixou uma mensagem: “É fundamental. Se não conseguirmos convencer a nós próprios e às pessoas que trabalham connosco dificilmente vamos conseguir ser um dos países mais competitivos do mundo”.