Europa reabre fronteiras a 15 países. EUA, Brasil e PALOPs ficam de fora

Entre os países a que a União Europeia reabre as suas fronteiras a partir desta quarta-feira, 1 de Julho, contam-se, por exemplo, Marrocos, Tunísia e Canadá. Já aqueles para os quais a União continua de “portas fechadas” incluem, como se esperava, Brasil, Estados Unidos e Rússia, além dos países africanos de língua portuguesa.

“O Conselho [da Europa] adoptou hoje [terça-feira, 30 de Junho] uma recomendação sobre o levantamento gradual das restrições temporárias às viagens não essenciais para a UE. As restrições de viagem devem ser levantadas nos países listados na recomendação, com esta lista a ser revista e actualizada a cada duas semanas”, lê-se no comunicado do Conselho.

A lista de países terceiros aos quais será permitido retomar viagens “não indispensáveis” para a Europa, integra os seguintes países: Argélia, Austrália, Canadá, Geórgia, Japão, Montenegro, Marrocos, Nova Zelândia, Ruanda, Sérvia, Coreia do Sul, Tailândia, Tunísia, Uruguai. Integra ainda a China mas este caso, sublinha a informação do Conselho, está “sujeito a confirmação de reciprocidade”, ou seja, a União abrirá as portas aos viajantes chineses quando a China reabrir as suas fronteiras à UE.

“Os critérios para determinar os países terceiros para os quais a actual restrição de viagens deve ser levantada abrangem, em particular, a situação epidemiológica e as medidas de contenção, incluindo o distanciamento físico, bem como considerações económicas e sociais. Eles são aplicados cumulativamente”, explica o mesmo comunicado. Significa isto que as restrições de viagens podem, a cada duas semanas, ser total ou parcialmente levantadas, mas também podem ser reintroduzidas para um país terceiro específico, se a sua situação epidemiológica o exigir.

Por via disso, países como o Brasil, os Estados Unidos, a Rússia e a Índia, estão fora da lista divulgada esta terça-feira, o mesmo acontecendo com todos os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e Timor-Leste, apesar dos esforços da diplomacia portuguesa para que Angola pudesse ter “luz verde”.