Fernando Medina: Investir em novas polaridades é essencial

Na apresentação do Plano Estratégico para o Turismo da Região de Lisboa 2020-2024, o presidente da Câmara de Lisboa pôs a tónica na estratégia de criação de uma verdadeira região turística de Lisboa, subjacente ao documento. Por seu turno Vítor Costa, director-geral da ATL e presidente da ERT da Região de Lisboa considerou que aquilo que visa a integração regional preconizada no Plano é “ganhar escala”.

Acentuando que “Lisboa cidade, enquanto unidade capaz de oferecer experiências complementares diversificadas que lhe permitam crescer sob o ponto de vista turístico, tem um horizonte limitado, tanto pelo território como pelas ofertas que é capaz de gerar”, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa assegurou ser “fundamental” conseguir desenvolver as várias polaridades da região para que Lisboa possa continuar a crescer de forma sustentada. Ou seja, “só criando novos centros conseguiremos aumentar os indicadores económicos dos 15 mil milhões de euros e 200 mil postos de trabalho” e, ao mesmo tempo, reduzir as tensões entre o desenvolvimento do turismo e os residentes. Por isso, afirmou, “é essencial sermos bem-sucedidos nesta estratégia”.

Vítor Costa, director-geral da ATL e presidente da ERT da Região de Lisboa, que fez um breve historial dos Planos Estratégicos que antecederam o agora apresentado, sublinhou que o de 2020-2024 representa o “culminar de um percurso” e é, tal como o foram os anteriores, “uma oportunidade renovada” para “reflectir, questionar, inovar, consensualizar e definir caminhos”, o responsável salientou que o novo Plano vem colocar, de novo, “importantes desafios para o nosso desenvolvimento e sustentabilidade”.

Referindo que os objectivos traçados nos cinco Planos Estratégicos precedentes “foram sempre cumpridos e muitas vezes ultrapassados”, explicou que o presente documento acentua a questão territorial, propondo objectivos e caminhos para todos os municípios de uma região turística que inclui a capital.

Naquilo que se prende com a questão do território, sublinhou o trabalho desenvolvido, ao longo dos últimos 20 anos, no sentido de fazer de Lisboa um destino uno embora diverso e de alargar o território englobado na marca Lisboa.

Com o Plano Estratégico 2020-2024 a ter por base a integração regional, o que agora se propõe é “ganhar escala” o que, segundo Vítor Costa, significa “encarar as questões da sustentabilidade numa perspectiva global e integrada” e “ter capacidade para dar respostas adequadas e diferenciadas para os grandes e pequenos problemas e ter capacidade para aproveitar as grandes e as pequenas oportunidades”.