Fernando Medina: “Turismo em Lisboa não é uma moda”

Esta foi a convicção expressa por Fernando Medina, presidente da Câmara de Lisboa e do Turismo de Lisboa, no almoço mensal da Associação da Hotelaria de Portugal. O autarca foi ali falar de turismo, da cidade, e do turismo na cidade. Falou de conquistas, do que tem sido feito e do muito que está em curso. E falou das taxas turísticas e do Fundo de Desenvolvimento Turístico.

“O turismo em Lisboa não é uma moda, é um fenómeno positivo e é estrutural”, afirmou o autarca que na sua intervenção traçou prioridades e objectivos e elencou um rol de obras que estão em concretização para que a cidade se torne mais “friendly” para os turistas e para os habitantes.

Ao nível da procura as prioridades abrangem a construção de um novo aeroporto (Medina defendeu o Montijo como localização), da conclusão do novo Terminal do Porto de Lisboa e de grandes eventos, como a Volvo Ocean Race, que a autarquia pretende ver sedeada na capital, e o Web Summit.

Do lado da valorização da oferta a prioridade é “cuidar e manter a cidade”. Aqui entra a repavimentação, a melhoria da limpeza, o plano estrutural de combate às cheias em que serão investidos 180 milhões de euros, a recuperação de toda a zona ribeirinha, do Campo das Cebolas que ficará sem parques de estacionamento e se tornará em zona de esplanadas, ao Cais do Sodré (que deverá estar finalizada em 2017) passando pela Doca da Marinha. Somam-se alterações de monta da Av. da República à Av. da Liberdade, passando pelo Saldanha e Marquês de Pombal, uma nova Feira Popular e a expansão do Museu de Arte Antiga.

Quanto ao futuro, a intenção é “continuar a valorizar a oferta e a aumentar a procura” atentando no desafio do “alargamento das zonas turísticas” através da criação de “novas centralidades”.

Quanto às taxas turísticas, a das dormidas começará a 1 de Janeiro de 2016 tendo apenas como excepções os menores de 13 anos e os que, comprovadamente, pernoitem por motivo doença/tratamentos hospitalares. Como é sabido a taxa é de 1 euro e será cobrada até um máximo de sete euros, cabendo aos hotéis a responsabilidade da cobrança.

Com esta taxa a autarquia prevê encaixar oito milhões de euros, a que se somarão as taxas portuárias e aeroportuárias. Ao todo, o encaixe deverá ultrapassar os 15 milhões de euros que irão para o Fundo de Desenvolvimento Turístico de Lisboa através do qual as verbas serão reinvestidas em turismo, em acordo com os privados. Para isso será criado um comité de investimento que irá decidir quando onde e como serão aplicadas as verbas.

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