Fórum Turismo 2.1 com resposta para promoção turística

Maior transparência na distribuição de verbas e novas formas de financiamento, unir as Entidades Regionais e as Agências de promoção, e tornar o movimento associativo mais profissionalizado e agregador, são algumas das conclusões dos debates que se realizaram durante a segunda jornada Breakfast & Business do Fórum Turismo 2.1 sobre promoção turística.
A jornada aconteceu ontem e dividiu-se em quatro grupos de debate com temáticas em torno da estratégia de promoção turística para Portugal.
Uma nova forma de financiamento através da indexação de uma percentagem do IVA foi uma das conclusões a que chegou o primeiro grupo que debateu o funcionamento da promoção turística, “até porque o jogo está em contraciclo”, disse Gonçalo Rebelo de Almeida do Grupo Vila Galé.
O administrador do Grupo Vila Galé, que assumiu a função de porta-voz das conclusões do primeiro grupo de debate, referiu ainda a “falta transparência na distribuição das verbas e que é preciso saber quais os critérios, garantindo também que os privados têm uma voz activa na distribuição desses fundos”.
Relativamente ao segundo grupo de debate, que teve como tema “O que promover?”, João Paulo Oliveira, da Leading, referiu que os players turísticos do seu grupo concluíram haver necessidade de um estudo sobre produtos turísticos. “Concordámos na utilidade de um estudo a nível nacional e regional com alguma periodicidade, da responsabilidade do Turismo de Portugal, à semelhança do que foi realizado pela Delloitte em 2002”.
João Paulo Oliveira disse ainda que “a promoção dos produtos é efectuada de forma correcta, mas que devem ser ouvidos especialistas na matéria quando se trata de produtos específicos, como é o caso do Turismo Náutico”.
Por outro lado, o responsável da Leading falou também da necessidade de “haver a consciência de que faz pouco sentido promover Portugal por partes”.
“Portugal tem uma boa proposta de valor, mas tem um problema de tangibilidade”, disse Luis Costa, da InovTourism, em jeito de conclusão do seu grupo que debatia ”Como deve ser feita a promoção?”.
Nesse sentido, se “o online é uma aposta ganha e se o online é o coração da promoção”, disse Luis Costa, “há que aproximar a venda da comunicação e intensificar o online”. Relativamente às feiras, Luis Costa disse que ”é preciso estar onde é preciso estar e eventualmente repensar a presença”.
No quarto e último grupo, a que o Turisver.com assistiu, debateu-se sobre quais as entidades que devem ser responsáveis pela promoção. Armando Rocha, da Neoturis resumiu uma hora de debate com a profissionalização do movimento associativo e que este deve também ser mais agregador, mas também que as ERTs e ARTPs devem ser fundir-se numa única estrutura.
S.C.F.