Governo aprova Revive Natureza com 96 imóveis

Foi aprovado esta quinta-feira, 5 de Setembro, em Conselho de Ministros, o decreto-lei que cria o Programa Revive Natureza. Com 96 imóveis listados, principalmente antigas casas de guardas florestais e antigos postos fiscais, este programa visa promover a recuperação de imóveis públicos devolutos inseridos em património natural.

Tendo como objectivo recuperar os imóveis, criar emprego local e dinamizar as economias locais, através das redes de oferta e valorização dos produtos endógenos, o Revive Natureza vai ser operacionalizado através de um Fundo Imobiliário Especial. Este irá ter a seu cargo, numa fase inicial, a gestão de 96 imóveis do Estado, distribuídos por todo o país e que, na sua maioria, são antigas casas de guardas florestais e antigos postos fiscais. No entanto, tal como aconteceu com o lançamento da segunda fase do Programa Revive, também o Revive Natureza poderá ver ampliada a lista de imóveis.

À semelhança do Programa Revive, pretende-se com o Revive Natureza que “esse património seja colocado em uso para fins relacionados com a actividade turística, funcionando desta forma como instrumento de desenvolvimento regional e de coesão territorial”, explica o comunicado divulgado pelo Conselho de Ministros. Já a informação divulgada pelo Gabinete da secretária de Estado do Turismo, sublinha que “o Revive Natureza será um importante instrumento para o desenvolvimento regional do território, nomeadamente do interior do país”.

O Turismo de Natureza é um dos segmentos que regista um maior crescimento de procura internacional (cerca de 21% ao ano), representando um mercado anual de 22 milhões de viagens internacionais na Europa e mais de 600 milhões de euros. Acresce que este segmento turístico “deixa mais valor no território e os turistas ficam mais tempo no destino”, avança a nota da Secretaria de Estado, onde se sublinha também que o Turismo de Natureza “enquadra-se nos objectivos do Governo de promover Portugal como um destino de referência de turismo sustentável, que aproveite as características ecológicas, geológicas e culturais de cada área natural onde se inserem os imóveis, em plena integração dos locais onde se insere”.

Ana Mendes Godinho, secretária de Estado do Turismo, afirma a propósito que “é uma grande conquista para Portugal transformar estes imóveis sem uso em verdadeiros instrumentos de dinamização do território, e assim posicionar Portugal como um destino de referência em turismo sustentável”.