Governo atribui autonomia de gestão aos museus, monumentos e palácios

Apesar de se manterem sob a dependência da Direcção-Geral do Património Cultural e das Direcções Regionais de Cultura, os museus, monumentos e palácios passam a beneficiar de uma maior autonomia de gestão.

O objectivo deste diploma, aprovado em reunião de Conselho de Ministros, é “a concretização de projectos que importem mais-valias para a cultura, o património, a economia e o turismo, fomentando-se o estabelecimento de parcerias com outras entidades, públicas e privadas, e com a sociedade civil, valorizando o seu papel enquanto instituições com ligações estreitas ao território e às comunidades onde se inserem”.

Pretende-se, também, segundo o comunicado do Conselho de Ministros, “progredir na angariação de novos públicos através do reforço da programação destes museus, monumentos, palácios e sítios arqueológicos e apostando na investigação, no conhecimento, na conservação e na divulgação do potencial patrimonial do país”.

Por outro lado, foi aprovada a resolução que cria o grupo de projecto «Museus no Futuro», que “tem por missão identificar prioridades e propor linhas de acção para o futuro dos museus, visando a respectiva sustentabilidade, acessibilidade, inovação e relevância”.

Tendo por base o conhecimento e avaliação da realidade dos museus em Portugal ao longo das últimas décadas, pretende-se, refere o comunicado do Conselho de Ministros “construir um programa para os «Museus no Futuro», assente numa estratégia transversal, programada e adequada às transformações sociais e económicas do país e do mundo”.