Governo italiano faz planos de retornar a Alitalia ao Estado

Armando Siri, subsecretário do Ministério das Infra-estruturas e Transportes do Governo italiano, atesta que “o Governo desenhou um novo plano para trazer a Alitalia de volta para as mãos do Estado, com uma percentagem de capital que tem de ser superior aos 50%”.

“Depois de tanto dinheiro gasto pelos italianos – perto de 10 mil milhões desde 2008 – para a sobrevivência da Alitalia, não podemos aceitar uma falha”, atesta Armando Siri, numa entrevista ao jornal italiano Il Messaggero, para continuar, “a abordagem geral vai sofrer uma mudança total. Não vai haver liquidação, nem divisão da empresa, mas sim uma renovação para a integrar cada vez mais no sector turístico. Para fazer isso temos de investir na frota e aumentar os voos de longa distância”.

O primeiro-ministro italiano Conte e aliados decidiram alterar o prazo para concluir o processo de venda da antiga transportadora nacional para o dia 31 de Outubro, pelo que os interessados em comprar o restante share minoritário da empresa terão de apresentar uma nova oferta, que encontrará novos obstáculos e procedimentos. De acordo com o jornal italiano, o novo convite para licitação decorrerá em Setembro, com as propostas a terem de ser apresentadas até ao dia 2 de Outubro.

De momento os interessados são a Lufthansa, Air France-KLM e a easyJet, com a Lufthansa a ser a única a ter confirmado numa carta oficial o interesse por uma quota minoritária da companhia aérea italiana. Para aqueles que desejam tornar-se um parceiro industrial vai ser necessário apresentar “um plano articulado, com indicação do hub de referência, dos níveis de emprego, do sistema de reservas, da rede doméstica internacional que pretendem fazer crescer”, explica Armando Siri.

O subsecretário do Ministério explica que, quanto à parceria pública, “dependendo das necessidades vamos estudar a situação com empresas que lidam com transportes e mobilidade. O nosso principal objectivo é fortalecer o capital e a credibilidade dos accionistas”. “Acima de tudo, queremos superar definitivamente a lacuna que desacelerou o desenvolvimento, ou seja, a frota é muito pequena e fraca no longo curso. Enquanto o potencial para crescimento é enorme”, conclui.