Greve do Pessoal Navegante e Técnico custou 3,5M€ à Aigle Azur

Com uma adesão de 28 % do Pessoal Navegante Técnico, a greve que decorreu de 28 de Julho a 4 de Agosto, representou uma perda de 3,5 milhões de euros para a Aigle Azur, afirma a companhia.

No comunicado em que é feito o balanço daquele período de greve, a Aigle Azur afirma que “as operações da companhia registaram fortes perturbações em detrimento dos seus clientes” e que “durante um dos períodos mais movimentados do ano, cerca de 150 voos foram alvo de cancelamentos ou alterações de horário ou de aparelhos, afectando assim as viagens de cerca de 24 000 passageiros da Aigle Azur”.

A companhia recorda que “esteve sempre aberta ao diálogo e às negociações e que continua a comunicar com todos os pilotos da companhia” e sublinha que a maior parte das reivindicações do Sindicato dos Pilotos de Linha “já obtiveram uma resposta favorável por parte da Direcção, para implementação a partir de Setembro de 2016”.

O único ponto não acordado, refere o comunicado, foram as reivindicações salariais, salientando a Direcção que “a análise da sua rentabilidade e dos seus custos salariais, em comparação com a concorrência, não lhe permite, contudo, dar uma resposta favorável”. Daí que, a companhia “lamente” que o Pessoal Navegante e Técnico “deseje ainda assim manter o seu pré-aviso de greve para o período entre 27 de Agosto e 3 de Setembro de 2016, inclusive”.

A Aigle Azur aproveita o comunicado para afirmar aos seus clientes que “todas as medidas operacionais estão já a ser tomadas para a total manutenção dos horários de voos (…) de forma a não perturbar a viagem de milhares de passageiros no seu regresso das férias de Verão”. Mas alerta que uma nova grave, durante oito dias, “poderia prejudicar fortemente o futuro da companhia”.