Hospitalidade brasileira atrai turistas, mas preços nem tanto

A hospitalidade brasileira é o que mais atrai os turistas estrangeiros que visitam o destino e os preços dos serviços cobrados pelos serviços turísticos é o que tem avaliação mais baixa. Estas são algumas das conclusões de um inquérito levado a cabo pelo Ministério brasileiro do Turismo, que ouviu 44 mil turistas estrangeiros em 2014.

Os entrevistados foram abordados em 15 aeroportos internacionais e 10 fronteiras terrestres, sempre no final da visita ao Brasil. Do total, mais de 10 mil foram entrevistados no período da Copa do Mundo.

Segundo a pesquisa, 97,2% consideram a hospitalidade do brasileiro boa ou muito boa. A gastronomia ficou em segundo lugar entre os itens mais bem avaliados, com 94,4% de aprovação. Questões como segurança pública, alojamento, transporte urbano e limpeza também obtiveram uma boa nota.

Os pontos que agradaram menos foram os preços dos serviços turísticos (56,4%), a internet (62,6%) e as vias de comunicação terrestres (69,9%).

Outra informação que a pesquisa mostrou é que quase metade dos turistas que passou férias no Brasil em 2014 foi em busca de sol e praia. A segunda motivação foi a Copa do Mundo, com um quarto das respostas. Natureza, ecoturismo ou aventura ficou em terceiro lugar, com 12,8% das respostas, e as atracções culturais foram o principal factor de atracção para 10,3% dos entrevistados.

Como de costume, a cidade mais visitada por quem fez viagens de lazer foi o Rio de Janeiro.

Mas houve uma novidade na segunda posição. São Paulo destronou Florianópolis e Foz do Iguaçú, que haviam sido segundo e terceiro lugares no ano anterior.

Já para turismo de negócios São Paulo segue como líder, mas em 2014 houve uma maior distribuição com outras cidades. Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador e Brasília apresentaram crescimento de 2013 para 2014.

Em 2014, o Brasil recebeu mais de 6,4 milhões de turistas estrangeiros. Quase metade (48,7%) procedente da América do Sul, 28,7% da Europa e 13,1%, da América do Norte. A Ásia responde por apenas 5,2% desse total, a África, por 2% e a Oceania, por 1,3%. Só 1% dos visitantes são cidadãos da América Central e do Caribe. Entre os mercados emissores, a Argentina manteve o primeiro lugar com 27,1% do total, com mais de 1,7 milhão de turistas entrados. No segundo lugar no ranking de entradas, os turistas dos norte-americanos foram os que gastaram mais nas suas férias no Brasil (85,07 Reais) por pessoa/dia, enquanto os europeus só deixaram (67,52 Reais). Foram igualmente os turistas provenientes dos EUA que permaneceram em média, mais dias no destino (20 dias).