Hotéis vão ter “selo de garantia sanitária”, avança o presidente da AHP

Os hotéis portugueses estão a preparar-se para poderem reabrir portas a partir de Junho ou Julho e  para darem confiança aos turistas irão ostentar um “selo de garantia sanitária” emitido pelo Turismo de Portugal e pela Direcção-Geral de Saúde, informou o presidente da Associação da Hotelaria de Portugal. 

Raul Martins falava à saída de uma reunião, em São Bento, com o primeiro-ministro, António Costa, o ministro da Economia, Pedro Siza Vieira e a secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, a que foi acompanhado por representantes dos cinco maiores grupos hoteleiros nacionais, nomeadamente, Pestana, Vila Galé, PortoBay, Sana e Hoti.

Em declarações à comunicação social, o presidente da AHP avançou que a maioria dos hotéis poderá começar a reabrir portas em Julho e que, como forma de dar confiança aos consumidores, está a ser preparado um selo de garantia sanitária.

“A hotelaria portuguesa pensa que poderá começar a reabrir em Julho, provavelmente alguns hotéis ainda em Junho, naturalmente com todos os cuidados e todas as garantias sanitárias”, afirmou Raul Martins, explicando que, para poderem passar uma “mensagem de confiança” aos portugueses vão ter de “cumprir uma série de recomendações dadas pela Direcção-Geral de Saúde”. Os hotéis que cumprirem todas as recomendações irão ostentar um “selo de garantia que vai ser emitido pelo Turismo de Portugal”.

Raul Martins explicou ainda que a reabertura para Julho deverá acontecer em relação aos hotéis de férias, seja nas zonas balneares como no interior do país e nas ilhas. Considerou ainda que os hotéis no interior do país poderão ser mais procurados por se situarem em zonas que têm “menor aglomeração de pessoas”. Por isso, durante Julho e Agosto abrirão os hotéis mais posicionados nesses locais”. Já os hotéis de cidade só deverão voltar a operar em Setembro.

A propósito da reabertura das unidades, Raul Martins frisou que a hotelaria “está muito dependente da aviação e a aviação está muito condicionada pela segurança sanitária, que só existirá quando houver um medicamento ou uma vacina”. Neste âmbito adiantou que os voos charter são uma hipótese em cima da mesa para trazer turistas para o país.  “O Governo sugere que os voos charter seriam uma boa opção porque sabemos as pessoas que vêm e de onde vêm. E podemos garantir que há condições para que venham em segurança”, considerou.

Mesmo assim, o presidente da AHP considerou que 2020 vai ser um ano perdido. “As ocupações vão ser sempre dependentes daquilo que a aviação conseguir fazer, mas a nossa expectativa é de que vai ser um ano zero, se não for negativo”, afirmou.