Hoteleiros algarvios preocupados com encerramento da base da Ryanair

Para o presidente da AHETA, Elidérico Viegas, apesar da low cost afirmar que manterá a operação inalterável, mais cedo ou mais tarde acabarão por vir alterações e a tendência será para a diminuição do número de voos.

Elidérico Viegas admitiu à agência Lusa que o encerramento da base da Ryanair em Faro é uma “notícia muito má” para o Algarve e uma situação que a AHETA – Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve vê com “preocupação” não apenas porque a situação vai implicar o despedimento de trabalhadores mas também porque a associação acredita que “mais tarde ou mais cedo, apesar de a companhia continuar a afirmar que isso não afectará o número de voos, na nossa perspectiva é óbvio que o número de voos, mais tarde ou mais cedo, será menor”. Ora, menos voos significam menos passageiros, logo menos turistas para a região algarvia, independentemente de Elidérico Viegas admitir que com o passar do tempo os turistas chegarão por outras vias.

A propósito, o responsável considerou que as autoridades devem ser “mais cautelosas” na atribuição de apoios às low cost, nomeadamente quando se trata de as fixar a uma determinada região “porque é preciso salvaguardar alguns interesses que, porventura, não terão sido suficientemente acautelados”. Quando se estabelecem acordos da natureza do que existia relativamente ao Algarve, argumenta Elidérico Viegas, “devem sempre ser acauteladas algumas contrapartidas”.