IATA: “esta é a maior crise que a indústria já enfrentou”

A IATA publicou os dados referentes ao mês de Fevereiro, que mostraram uma queda no tráfego de 14,1%, comparativamente ao mesmo mês de 2019, números que só vieram a piorar desde então, com Alexandre de Juniac, director-geral e CEO da Associação, a afirmar que “está é a maior crise que a indústria da aviação já enfrentou”.

A queda de 14,1% foi a mais acentuada desde o 11 de Setembro. “As companhias aéreas foram atingidas por um martelo chamado Covid-19 em Fevereiro, em que as fronteiras foram sendo fechadas num esforço de parar a propagação do vírus”, explica Alexandre de Juniac. Em Fevereiro a capacidade caiu em 8,7% e a taxa de ocupação em 4,8 pontos percentuais, para 75,9%.

O tráfego internacional de passageiros caiu em 10,1%, com a Europa e o Médio Oriente a serem as únicas regiões a apresentar um ligeiro crescimento. A capacidade decresceu em 5% e o load factor -4,2 p.p., para 75,3%. As transportadoras da Ásia-Pacífico registaram uma queda de 30,4% no tráfego aéreo, de 16,9% na capacidade e 13,2 p.p. na taxa de ocupação (67,9%).

No mês de Fevereiro, o tráfego aéreo nas companhias europeias manteve-se praticamente inalterado (+0,2%) comparativamente a Fevereiro de 2019. Foi, ainda assim, a pior performance da região em 10 anos. A queda deveu-se à baixa procura pelas rotas para Ásia, com as rotas dentro da região a apresentar bons resultados, mesmo com o início da suspensão de voos para Itália. A capacidade cresceu 0,7% e a taxa de ocupação caiu 0,4 p.p. (82%).

A 3 de Abril, a Associação Internacional do Transporte Aéreo anunciou ainda o adiamento da sua reunião geral anual e da World Air Transport Summit. O evento, que estava agendado para 22 e 23 de Junho, em Amesterdão, “vai decorrer quando for seguro e viável fazê-lo”. O anúncio será feito mal a nova data esteja confirmada.