IATA: tráfego aéreo terá “recuperação mais lenta do que o esperado”

A IATA reviu em baixa as projecções para a recuperação do tráfego aéreo mundial, apontando agora o ano de 2024 como a data mais provável para que os fluxos retornem aos níveis pré-pandemia, quando anteriormente tinha fixado o ano de 2023 para a retoma.

Numa projecção divulgada esta semana, a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) assinala que “o tráfego global de passageiros só regressará aos níveis pré-Covid-19 em 2024, um ano mais tarde do que o previsto anteriormente”.

Ainda assim, a IATA prevê que “a recuperação em viagens de curta distância continue a ser mais rápida do que em viagens de longa distância”.

Esta “recuperação mais lenta do que o esperado” ao nível do tráfego global, é justificada pelos resultados do tráfego de passageiros registado em Junho, que ficaram abaixo do inicialmente previsto.

O cenário mais pessimista agora desenhado pela IATA está relacionado com a “redução das viagens realizadas pelas companhias aéreas”, com a “fraca confiança dos consumidores” e ainda com a “lenta contenção do vírus nos Estados Unidos e nas economias em desenvolvimento”, como a China.

A projecção revista pela IATA aponta agora para uma queda de 55% no tráfego aéreo durante este ano, enquanto a previsão de Abril passado apontava para uma diminuição de 46%.

A Associação Internacional do Transporte Aéreo aponta para 2021 um aumento de 62% no número de passageiros, face ao registado este ano “mas ainda assim será inferior em quase 30% em comparação com 2019”, sublinha a entidade, avançando que “não se espera uma recuperação total para os níveis de 2019 até 2024, um ano mais tarde do que o previsto anteriormente”.