Idanha trouxe Templários a Lisboa para apresentar Hotel do Templo

A Casa de Idanha-a-Nova, em Lisboa, acolheu esta quarta-feira, a apresentação pública do projecto do Hotel do Templo que irá nascer da reconversão da antiga Casa Marrocos, no âmbito do programa Revive. O evento, que contou com a presença da secretária de Estado do Turismo, marcou o lançamento do 9º concurso público do programa Revive.

  

Inserido numa aldeia de passado Templário, Idanha-a-Velha, o objectivo é que o Hotel do Templo seja, segundo destacou o presidente da Câmara de Idanha-a-Nova, Armindo Jacinto, “um hotel temático” onde os hóspedes possam descobrir os segredos dos Templários viver as lendas e o imaginário de um passado que já é remoto. O objectivo é que este “seja um espaço diferenciador de toda a oferta existente” e que “mais do que um hotel, seja um espaço que conte histórias”. Por isso o autarca avança que “o promotor deve ter a sensibilidade necessária” para cumprir este tema.

A instalar na antiga Casa Marrocos, na antiga Egitânia (Idanha-a-Velha), o Hotel do Templo ficará implantado numa área total de 5.700m2, da qual irá ocupar mais de 2.400 mas, como disse Armindo Jacinto, “o promotor terá praticamente toda a aldeia para explorar”.

A Casa Marrocos estava inacabada mas ao longo dos últimos anos, a autarquia fez algumas intervenções, nomeadamente arqueológicas e desenhou um projecto de arquitectura que “iremos oferecer ao promotor que ficar com o projecto”.

De acordo com o projecto apresentado, o Hotel do Templo irá contemplar 45 quartos, várias salas sendo uma polivalente, adaptada a receber os mais diversos eventos, health club e lojas, ficando vocacionado tanto para lazer como para negócios.

O concurso público que agora é lançado tem carácter internacional e a ele podem candidatar-se investidores hoteleiros de forma isolada ou em agrupamentos, estando o caderno de encargos já definido.

Os interessados têm 60 dias (prazo que poderá ser prorrogado) para se candidatarem à primeira fase do concurso que irá fazer a selecção das candidaturas. Segue-se uma segunda fase, que durará 80 dias, em que serão avaliados 4 factores: o preço (a concessão, de 50 anos, tem estabelecido um valor base de 25.000€/ano), a conservação das áreas, a estrutura de exploração do empreendimento (se é um hotel de 5 estrelas, quantos postos de trabalho vai criar, etc) e ainda a sua sustentabilidade ecológica em que “vamos medir o impacto do empreendimento em termos ecológicos).

Na oportunidade, a secretária de Estado do Turismo, sublinhou a importância do programa Revive para a recuperação de património degradado e destacou o facto de, desde a sua criação, este ser já o nono concurso público a inserir-se neste programa.