INE: aumento dos proveitos abrandou em Fevereiro

Dados do INE publicados esta segunda-feira, dão conta de um aumento de 4,4% nos proveitos totais do alojamento turístico em Fevereiro, com os proveitos de aposento a crescerem 2,8% em termos homólogos. Apesar do abrandamento registado no crescimento, as receitas continuam a aumentar mais do que as dormidas, em termos percentuais.

Em Fevereiro, os proveitos totais dos alojamentos turísticos registaram um crescimento de 4,4% face ao mesmo mês do ano passado (mas bastante menos que a evolução verificada em Janeiro, que tinha ascendido a +8,8%) atingindo, neste segundo mês do ano, os 172,0 milhões de euros. Os proveitos de aposento abrandaram ainda mais, tendo subido 2,8% em termos homólogos, para 119,8 milhões de euros, quando em Janeiro tinham revelado uma evolução positiva de +8,1%.

No acumulado dos dois primeiros meses do ano, os proveitos totais apresentam uma subida homóloga de 6,5% para 334,8 milhões de euros, enquanto os de aposento registam uma evolução positiva de 5,3% para 234,1 milhões de euros.

Entre as várias regiões, em Fevereiro sobressaíram os crescimentos registados na RA Açores (+15,2% nos proveitos totais e +10,2% nos de aposento) e no Norte (+10,0% e +8,3%, respectivamente). Apenas as regiões do Centro (-1,5% nos proveitos totais e -1,6% nos de aposento) e da madeira (-5,3% nos proveitos totais e -3,8% nos de aposento) apresentaram recuos em Fevereiro.

No acumulado dos dois primeiros meses do ano, apenas a Madeira apresenta valores negativos: -3,5% nos proveitos totais e -1,5% nos de aposento.

O RevPar (rendimento médio por quarto disponível) cifrou-se em Fevereiro nos 27,3€, valor que representa uma ligeiríssima subida de 0,1% face ao mesmo mês do ano passado. A Área Metropolitana de Lisboa registou o RevPAR mais elevado, com 45,2€, enquanto os maiores crescimentos foram registados nos Açores (+7,9%) e no Algarve (+3,4%).

De acordo com os dados do INE, a variação do RevPar em Fevereiro foi de “+0,3% na hotelaria (ainda que com redução de 1,0% nos hotéis) e de +2,7% no alojamento local”. No turismo no espaço rural verificou-se redução neste indicador (-8,9%). O INE salienta ainda “a evolução positiva registada pelos aldeamentos e pelos apartamentos turísticos (+16,2% e +10,3%, respectivamente)”.