INE: Dormidas diminuíram em Março “empurradas” pelos mercados internacionais

Embora com maior número de hóspedes, Março trouxe consigo uma descida no volume de dormidas no alojamento turístico em Portugal, para o que contribuíram os não residentes, já que a nível do mercado interno foi registada uma subida homóloga. A estada média e a taxa de ocupação também decresceram em termos globais.

Dados divulgados esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), indicam que o sector do alojamento turístico registou, em Março, um total de 1,82 milhões de hóspedes e 4,52 milhões de dormidas, o que correspondeu a variações de, respectivamente, +3,5% e -0,2%.

Os resultados foram “empurrados para baixo” pelos não residentes que originaram apenas +0,3% de hóspedes que no mesmo mês do ano passado mas protagonizaram uma descida de -3,8% no número de dormidas. Já o mercado interno protagonizou um aumento de 8,1% no número de hóspedes e de 4,8% nas dormidas relativamente a Março do ano passado. Contas feitas, o mercado interno contribuiu com 1,3 milhões de dormidas, enquanto os mercados externos corresponderam a 3,2 milhões de dormidas.

A propósito destes números, o INE realça que “estes resultados estão condicionados pelos diferentes meses das épocas festivas face ao ano anterior, por um lado beneficiando do Carnaval em Março de 2019 (no ano anterior em Fevereiro), mas, por outro, sujeitos ao efeito base desfavorável da Páscoa em Março de 2018 (no corrente ano celebrada em Abril).

Ainda no que se refere a Março, a estada média (2,48 noites) reduziu-se 3,6% (-3,0% nos residentes e -2,5% nos não residentes) e a taxa líquida de ocupação-cama (38,8%) recuou 1,8 p.p..

No que toca apenas aos estabelecimentos hoteleiros, as dormidas registaram uma redução de 0,7%, embora representando 85,4% do total.As dormidas nos estabelecimentos de alojamento local (12,5% do total) cresceram 3,1% e as de turismo no espaço rural e de habitação (2,0% do total) aumentaram 2,1%.

No acumulado dos primeiros três meses do ano as dormidas totais apresentam um pequeno crescimento de 0,7%, impulsionado pelo contributo positivo apenas dos residentes (+2,3%), dado que os não residentes pouco variaram (-0,1%). Já o número de hóspedes subiu 4%, levando a que a estada média apresente uma variação homóloga de -3,2%.