INE: dormidas recuam em Fevereiro pelo “efeito Carnaval”

Mais hóspedes e menos dormidas (+2,9% e -1,0%, respectivamente),com quebra mais significa do mercado interno, marcaram o a mês de Fevereiro. Os resultados foram divulgados esta segunda-feira pelo INE que assinala que os dados “estão condicionados pelo efeito base do Carnaval, que no ano anterior ocorreu em Fevereiro”.

No total, em Fevereiro, o alojamento turístico registou 1,4 milhões de hóspedes e 3,3 milhões de dormidas, correspondendo a variações de +2,9% e -1,0%, comparativamente ao mesmo mês do ano passado (+6,4% e +4,5% em Janeiro, pela mesma ordem).

O mercado interno foi aquele que registou maior decréscimo nas dormidas, -2,6% para 1,021 milhões, com esta quebra a comparar-se com o aumento de 6,0% que tinha sido registado no primeiro mês do ano. Os mercados externos (peso de 69,0% em Fevereiro) foram também responsáveis por menos dormidas mas a descida foi mais ligeira, -0,2% (em Janeiro tinham aumentado 3,9%) para 2,279 milhões. Em ambos os casos, o INE frisa que os resultados estão condicionados pelo efeito base do Carnaval, que o ano passado ocorreu em Fevereiro.

No conjunto dos dois primeiros meses do ano, as dormidas continuam com um sinal positivo: +1,6% nas dormidas totais, resultante de variações de +1,3% nos residentes e +1,7% nos não residentes.

Já no que toca ao número de hóspedes, apenas os residentes em Portugal apresentaram sinal negativo: -0,1% para 618,2 mil. Já os mercados externos foram responsáveis por +5,6% de hóspedes, para 746,8 mil.

No acumulado dos dois primeiros meses do ano, os hóspedes residentes em Portugal aumentaram 2,9% para cerca de 1,2 milhões, enquanto os estrangeiros subiram 6% para mais de 1,4 milhões.

O INE revela ainda que as dormidas na hotelaria (85,2% do total) registaram uma diminuição de 1,3% em Fevereiro, enquanto as dormidas nos estabelecimentos de alojamento local (12,9% do total) cresceram 3,1%. Já as dormidas em estabelecimentos de turismo no espaço rural e de habitação (1,8% do total) recuaram 10,2%.

A estada média foi em Fevereiro de 2,42 noites, o que reflectiu uma redução homóloga de 3,8% (-2,5% nos residentes e -5,5% nos não residentes). A descer esteve também a taxa líquida de ocupação-cama (33,5%) que recuou 1,5 p.p. em Fevereiro (+0,1 p.p. em Janeiro).