INE: hóspedes e dormidas com quedas perto dos 60% em Março

As quedas na actividade turística no passado mês de Março foram ainda superiores à estimativa rápida publicada pelo Instituto Nacional de Estatística a 30 de Abril. Regista-se, então, uma queda de 62,3% no número de hóspedes e de 58,7% nas dormidas.

Em Março de 2020, o sector do alojamento turístico contou com 697,7 mil hóspedes e 1,9 milhões de dormidas, variações de -62,3% e -58,7% (+15,2% e +14,8% em Fevereiro). Para além do impacto da pandemia de Covid-19, as variações homólogas foram também afectadas pelo calendário que colocou o Carnaval em Fevereiro este ano, explica a informação do INE

No terceiro mês do ano, o mercado interno contribuiu com 574,5 mil dormidas, um decréscimo de 57,6%, enquanto as dormidas dos mercado externos, com um peso de 69,7%, caíram em  59,2%, atingindo os 1,3 milhões. A totalidade dos 16 principais mercados emissores registou decréscimos, representando 87,1% das dormidas de não residentes.

Os mercados que se encontravam, na altura, entre os mais atingidos pela pandemia foi onde se registou a maior queda nas dormidas. O mercado chinês (0,6% do total de não residentes) diminuiu 78,8% em Março, o italiano (2,1% do total) recuou 76,5%, o norte-americano (4% do total) apresentou uma diminuição de 67,5%, o espanhol (7,7% do total) um decréscimo de 67,3%, o britânico (19,1% do total) diminui 55,2%, e o alemão (16,4% do total) recuou 57,3%.

Todas as regiões turísticas registaram quebras nas dormidas de residentes, com as maiores reduções a serem a da AM Lisboa (-63,7%), do Centro (-63,6%) e do Norte (-61,4%). O mesmo se verifica nas dormidas de não residentes, com recuos em todas as regiões, em especial no Centro (-67,4%), AM Lisboa (-65,7%) e Norte (-62,8%).

Os proveitos totais nos estabelecimentos turísticos registaram uma variação de -60,2%, fixando-se nos 98,9 milhões de euros, quando no mês anterior tinha sido registado um aumento de 13,4%. Já os proveitos de aposento fixaram-se em 71,8 milhões de euros (-59,7%). Nas diversas regiões, em Março os maiores decréscimos verificaram-se na AM Lisboa (-65,3% nos proveitos totais e -65,1% nos de aposento), Norte (-64,7% e -63,5%) e Centro (-62,3% e -62,8%).

A evolução dos proveitos foi negativa nos três segmentos de alojamento, no terceiro mês de 2020. Na hotelaria os proveitos totais e de aposento diminuíram 60,9% e 60,7% (peso de 87,3% e 85,3% no total do alojamento turístico, pela mesma ordem). Também o alojamento local (-52,8% e -51,1%) e turismo no espaço rural e de habitação (-59,1% e -58,3%) apresentaram variações negativas.

O rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) situou-se em 14,4€ em Março, uma queda de 57,4%. Na AM Lisboa ascendeu a 22,4€, seguindo-se a Madeira com 21€ e o Algarve com 12,5€. Todas as regiões registaram diminuição, em principal Lisboa (-63,7%). O rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 66,1€, numa quebra de 6,2%. Na AM Lisboa ascendeu a 83,5€, na Madeira a 69,4€ e no Norte a 66,4€.