INE: Portugal acolheu mais de 24M de hóspedes e quase 66M de dormidas em 2017

Os dados totais do INE referentes à actividade turística em 2017 publicados sexta-feira revelam que o alojamento turístico em Portugal (hotelaria, turismo no espaço rural/habitação e alojamento local) acolheu 24,1 milhões de hóspedes, com um crescimento de 2,9% face a 2016, e 65,8 milhões de dormidas (+10,8%).

O mercado interno gerou 18,8 milhões de dormidas (+7,3%, após +7,8% em 2016), correspondendo a 28,5% do total. Os mercados externos apresentaram um crescimento superior (+12,2%, sucedendo a +13,3% no ano precedente) e atingiram 47,1 milhões de dormidas (71,5% do total, ultrapassando o peso de 70,6% em 2016).

Ao comentar estes resultados, a Secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, refere que “confirmam que estamos a conseguir atingir os objectivos da Estratégia Turismo 2027: crescer em valor e alargar o turismo ao longo do ano e do território, promovendo sustentabilidade da actividade turística, criação de emprego e desenvolvimento regional”, para sublinhar que “particularmente importante é o crescimento das regiões tradicionalmente menos turísticas, o alargamento da actividade turística ao longo do ano e a diversificação de mercados”.

Só os estabelecimentos hoteleiros receberam 19,8 milhões de hóspedes (+10,1%) e 55,7 milhões de dormidas (+8,4%)., sendo que as dormidas dos residentes totalizaram os 15 milhões) tendo desacelerado ligeiramente para +5,4%, quando em 2016 tinha havido uma subida de 6,3%. Os não residentes geraram, no período em análise 40,7 milhões dormidas, um aumento de 9,6%, também menos expressivo que no ano anterior (+12,1%).

Relativamente à procura turística dos residentes, realizaram-se 21,2 milhões de viagens turísticas em 2017, o que se traduziu num aumento de 5% (+5,4% em 2016). As viagens de lazer, recreio ou férias representaram 45,2% do total, ultrapassando o número de deslocações para visita a familiares e amigos (44%).

Como habitualmente, o principal mercado emissor foi o Reino Unido (20,9% do total das dormidas de não residentes), registando um crescimento de 2,8%. O mercado alemão (13,8% do total) cresceu 11,3%, enquanto os mercados francês e espanhol (ambos com uma quota de 9,9%) cresceram 5,2% e 7%, respectivamente.

Quanto às regiões, as dormidas foram globalmente positivas, com destaque para os crescimentos registados nos Açores (+20,6%) e Centro (+19,9%). O Algarve manteve-se como o principal destino, com 30,7% do total das dormidas, seguido da região de Lisboa com 25,4%. As dormidas no interior cresceram 17,6% (face a 9,6% no litoral). Por outro lado, os meses que registam maiores crescimentos de dormidas foram Abril (+28,6%), Janeiro (+15,3%), Dezembro (+13,6%) e Novembro (+11,9%), meses fora da época alta, o que evidencia o alargamento do turismo ao longo de todo o ano.

A estada média na hotelaria foi 2,82 noites e reduziu-se 1,5%. A taxa líquida de ocupação-cama na hotelaria foi 52,9% (+2,7 p.p. face a 2016).

No alojamento local, de acordo com os dados do INE, 66% das dormidas resultaram de hóspedes não residentes. O principal mercado externo foi o alemão. Nesta tipologia, registaram-se crescimentos  de 28,8% nos hóspedes (3,4 milhões) e de 26,7% nas dormidas (8 milhões).

Entretanto, segundo o inquérito às deslocações dos residentes elaborado pelo INE, em 2017 verificou-se que 4,58 milhões de residentes em Portugal efectuaram pelo menos uma deslocação com dormida fora do seu ambiente habitual, ou seja, o correspondente a 44,5% da população residente (44,1% em 2016).

No ano de 2017 realizaram-se 21,2 milhões de deslocações turísticas, correspondendo-lhes um acréscimo de 5% (após +5,4% em 2016). O número de deslocações em território nacional atingiu 19 milhões (+4,1%, contra +5,7% no ano anterior), valor que representou 89,6% do total. As deslocações para o estrangeiro totalizaram 2,2 milhões (+13,1%, após +2,5% em 2016).