INE: Proveitos continuam a crescer embora a ritmo mais lento

Em Outubro, os proveitos totais resultantes do alojamento turístico registaram um aumento de 5,4% face ao mesmo mês do ano passado, curiosamente o mesmo nível de crescimento verificado no número total de hóspedes e bem acima da subida verificada nas dormidas totais, indicador que se fixou nos +2,1%. Os dados foram revelados esta sexta-feira pelo INE que avança com um aumento de 2,2% no RevPAR.

De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística, os proveitos totais desaceleraram para 5,4% em Outubro (+6,8% em Setembro), atingindo 387,9 milhões de euros, enquanto os proveitos de aposento (289,1 milhões de euros) cresceram 6,7% (+6,9% no mês anterior).

Por região, o INE destaca as evoluções registadas em Outubro no Alentejo (+15,4% nos proveitos totais e +14,7% nos de aposento), Açores (+11,8% e +13,6%, respectivamente) e ainda a região Norte (+11,7% e +12,1%).

Os resultados positivos abrangeram todas as tipologias de alojamento, muito embora os aumentos mais significativos tenham sido protagonizados pelas unidades de alojamento local, enquanto as unidades hoteleiras ditas clássicas foram as que menos cresceram.

Na hotelaria, os proveitos totais e de aposento (que têm um peso de 88,8% e 87,1% no total do alojamento turístico, respectivamente) aumentaram 4,0% e 5,3%. Como referimos, o destaque vai para o Alojamento Local (quotas de 8,8% e 10,4%) onde se registaram aumentos homólogos de 19,9% nos proveitos totais e de 19,1% nos proveitos de aposento. Já as unidades de turismo no espaço rural e turismo de habitação (representatividade de 2,5% e 2,6%) protagonizaram aumentos de 8,0% e 9,4%, respectivamente.

A crescer, embora também a ritmo mais lento, estão igualmente os preços médios, quer por quarto disponível quer por quarto ocupado e um pouco por todo o país. No global, o RevPAR médio situou-se nos 50,3€, +2,2% que em Outubro do ano passado (em Setembro o aumento tinha sido menor, concretamente +1,7%). Já o revenue por quarto ocupado situou-se nos 84,8€, numa subida homóloga de +3,1%.

Por regiões, o RevPAR mais elevado pertence à Área Metropolitana de Lisboa com 89,0€, seguindo-se o Norte (48,3€) e o Algarve (43,7€). Alentejo e Açores viram o RevPAR aumentar 8,5% em termos homólogos.

Uma vez mais, foi no Alojamento Local que o RevPAR mais aumentou em termos homólogos (+3,3%), seguido de muito próximo pela hotelaria (+3,2%). Uma vez mais, as unidades de turismo em espaço rural fora, as que menos progrediram: +1,4%.

“No conjunto dos estabelecimentos de alojamento turístico, o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 84,8 euros em Outubro, o que se traduziu num aumento de 3,1% (+2,8% em Setembro). Na Área Metropolitana de Lisboa o ADR ascendeu a 115,3 euros, seguindo-se o Norte (84,8 euros) e o Alentejo (76,2 euros)”, lê-se no texto difundido pelo INE.