INE: Proveitos hoteleiros sobem 16,7% até Outubro

No acumulado de Janeiro a Outubro, os proveitos totais no alojamento hoteleiro registou um aumento homólogo de 16,7%, ultrapassando os 2,6 mil milhões de euros. Só em Outubro, a subida atingiu quase 20%. Em qualquer dos casos, o crescimento das dormidas foi bastante inferior.

Segundo os dados preliminares divulgados esta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística, os proveitos totais no alojamento hoteleiro subiram 16,7% ultrapassando os 2,6 mil milhões de euros, com os proveitos de aposento a subirem 17,6% para cerca de 1,9 mil milhões de euros. Com o número de dormidas a crescer apenas 9,1% neste período, o RevPar registou um aumento de 12,9% para 45,7€

Já no que toda ao mês de Outubro é também óbvia a aceleração nos proveitos, tanto totais como de aposento, que aumentaram, respectivamente, 19,8% para 270,4, milhões de euros e 21,3% para 190,5 milhões. O RevPar registou uma subida de 15,6% para 43,5€.

De acordo com o INE, no mês de Outubro todas as regiões turísticas registaram “aumentos expressivos” nos proveitos, tanto totais como de aposento, tendo os mais expressivos ocorrido nos Açores (+40,2% nos proveitos totais e +38,4% nos de aposento), Algarve (+21,7% e +26,5%) e Norte (+22,3% e +24,3%). Lisboa destacou-se principalmente ao nível da aceleração face a Setembro: em Outubro os proveitos na capital aumentaram 17,2% e 18,1%, respectivamente para os totais e os de aposento, quando em Setembro os aumentos registados não tinham ido além dos +10,8% e +8,4%.

Quanto ao RevPar, o destaque vai para a região de Lisboa que em Outubro viu este indicador ascender a 73,0€, seguindo-se a Madeira (49,0€) e o Norte (39,5€). No que se refere aos aumentos registados neste mês, o destaque vai uma vez mais para os Açores, onde o RevPar 26,0%, e para o Algarve (+21,2%).

Os hotéis de cinco estrelas registaram RevPAR mais elevado (90,6€), seguidos pelas pousadas (66, €) e hotéis-apartamentos de cinco estrelas (52,5€), mas em Outubro foram os apartamentos turísticos (+20,5%), os hotéis-apartamentos de três e duas estrelas (+18,5%) e os hotéis de quatro estrelas (+16,5%) que registaram as maiores subidas homólogas.