José Manuel Antunes: “Queremos muito fazer a operação para o Porto Santo”

Porto Santo foi um dos destinos mais vendidos pela Sonhando o ano passado e este ano estava previsto um reforço da oferta para 4 voos semanais, 2 de Lisboa e 2 do Porto. Da parte da Sonhando há a firme intenção de realizar a operação para a “Ilha Dourada” mas há constrangimentos que levam a que tenha que ser redesenhada. Tanto que os vários operadores que programam o destino em charter poderão juntar-se numa “pool”.

“Queremos muito fazer a operação para o Porto Santo”, garantiu ao Turisver.com o director-geral da Sonhando, José Manuel Antunes, assumindo que as dúvidas que ainda subsistem sobre a viabilidade da operação prendem-se com decisões governamentais e também com as indefinições que ainda existem ao nível da hotelaria local e da operação aérea.

No domingo passado, a Praia do Porto Santo abriu ao público mas o Governo da Madeira ainda não levantou a obrigatoriedade de quarentena para os não residentes do arquipélago e “enquanto o Governo Regional mantiver a quarentena a operação é inviável”, reconhece José Manuel Antunes.

Por outro lado, ainda há indefinições ao nível da hotelaria local: “não sabemos se os hotéis Pestana vão ou não abrir, se a sua operação tem viabilidade económica se permanecerem abertos apenas por 3 ou 4 meses”. A isto acresce o problema do transporte aéreo pois como explica o director-geral da Sonhando, “se, como está agora definido, os aviões só poderem voar com dois terços da sua capacidade, a operação torna-se também inviável”.

Atentos a todos estes problemas, os operadores turísticos que tradicionalmente realizam operações charter para a Ilha do Porto Santo têm vindo a manter reuniões e, diz-nos José Manuel Antunes, “há um pré-acordo entre os 4 operadores [Sonhando, Solférias, Soltrópico e Abreu] para fazerem os voos em conjunto e assim viabilizar a operação”.

Não obstante, o mês de Junho já deverá estar perdido, pelo que o director-geral da Sonhando aponta o mês de Julho para início de uma operação que se prolongará até Setembro.

Quanto a outras operações charter, José Manuel Antunes diz que “estão todas de pé”. É o caso da Tunísia, para onde a Sonhando vai ter charters para Monastir e Djerba, em parceria com a Solférias e a Soltrópico Para ambos os destinos “o início da operação deverá ser “arrastado” de Junho para Julho mas, se as férias escolares o permitirem, poderemos também “arrastar” o seu fim para finais de Setembro”.

Quanto a São Tomé, outro destino dilecto da Sonhando, o operador está ainda à espera: “Tudo depende da decisão das autoridades locais e do acordo com a STP Airways”, afirma.

Face à actual situação, a Sonhando está a preparar-se para relançar o seu programa de turismo interno “Portugal de Lés-a-Lés”, embora por enquanto ainda “com algumas limitações”. No entanto “a partir de agora iremos sempre acrescentando novas unidades hoteleiras”, de acordo com as aberturas programadas.