Lufthansa: Taxa DCC “não é uma negociação”

Carsten Hoffman, novo director-geral da Lufthansa para a Península Ibérica, disse ontem ao Turisver.com que a medida de implementar a taxa DCC (Distribution Cost Charge) “não é uma negociação”.
A taxa sobre custos de distribuição, que incide sobre a emissão de bilhetes através de GDS, é algo que “tem sido muito pensado e que deve ser um sistema de distribuição que não seja de tamanho único e de full content relativamente aos GDS. A distribuição deve ser personalizada e este é o primeiro passo nessa direcção”, explicava o novo director-geral num encontro com jornalistas que ocorreu ontem, no Hotel do Chiado, em Lisboa.
Com esta taxa, continuava Hoffman, “quem beneficia é o cliente porque podemos acrescentar mais valias a uma viagem, personalizá-la, como um adepto de futebol que viaje de Lisboa para a Ásia via Munique poder usufruir de uma visita a um estádio de futebol enquanto espera o seu voo de ligação”, adiantando que não seria um bónus da transportadora, “já que teria um preço, mas personalizava a experiência de viagem através de parceiros”.
“Percebo que seja um rompimento abrupto, mas a Lufthansa não quer com isto dizer que se tornará independente, pelo contrário, nós somos dependentes, mas ideia é oferecer experiências ‘tailor made’ e com os agentes de viagem formar uma equipa ainda melhor e percebermos que este é o caminho”.
S.C.F.