Luís Araújo:  “Temos que estar na linha da frente quando derem o tiro de partida”

Luís Araújo_TP

“Estar na linha da frente” quando começar a retoma do turismo e “ter o motor a funcionar” são os objectivos do trabalho que está a ser desenvolvido pelo Turismo de Portugal neste tempo de pausa turística, disse esta quarta-feira Luís Araújo no Smart Portugal Webinar da NOVA Cidade.

Desde o início da pandemia que a todos obrigou a ficar em casa, o Turismo de Portugal tem estado a trabalhar com um foco tripartido (trabalhadores e empresas, turistas, cidadãos) na certeza de que “sabemos que isto vai passar”, que é preciso uma “rápida reconstrução da confiança” e que, quando passar e o turismo voltar a reabrir e a retomar o seu ciclo mais normal “temos que estar na linha da frente quando derem o tiro de partida” e “temos que estar com o motor a funcionar, temos que ter a noção e o foco de para onde é que vamos”, afirmou Luís Araújo, no webinar em que se falou dos desafios do pós-Covid.

Para o presidente do Turismo de Portugal para onde vamos tem a ver com a conectividade mas também com os mercados. No primeiro caso, assegurou que o TP está a trabalhar com as regiões, os aeroportos e as companhias aéreas para saber que tipo de oferta vai estar disponível e como poderemos ser mais competitivos, enquanto no segundo caso há que saber quais os mercados que primeiro vão reagir. Em primeiro lugar será o mercado interno, nele apostam todos os destinos, e não fazem mal porque o mercado interno é responsável, no Verão, por cerca de 35% das dormidas, pelo que existe aqui uma oportunidade que terá que ser estimulada. Neste ponto, no entanto, há que ter em conta a maior dificuldade das regiões autónomas onde, para garantir a retoma há que garantir o transporte aéreo, mesmo no caso do mercado interno. Por isso “a conectividade com as ilhas é fundamental”, garantiu.

Em segundo lugar, a aposta terá que ser no mercado espanhol, embora condicionado à abertura de fronteiras e, em terceiro lugar no europeu, nomeadamente Reino Unido, Alemanha e França, uma vez que “o mercado de long hall deverá demorar um pouco mais, por uma questão de confiança e segurança”.

Porque além de promover – e o Turismo de Portugal tem-no feito através de algumas campanhas que tendem a manter viva a imagem e a marca do destino – é necessário “incutir confiança” e nesse aspecto, assegurou, Portugal está no caminho certo e leva até vantagens.

“A confiança é fundamental e é um trabalho conjunto”, lembrou, afirmando que “Portugal está a marcar pontos” pela forma como está a lidar com a pandemia.

A pandemia “afecta todos os países, todos os destinos” mas “só limitou a circulação”, de resto “nenhum recurso de Portugal foi afectado por ela. Continua tudo aqui” afiançou Luís Araújo, que se referiu também à importância do conhecimento e da formação como elementos indispensáveis da nossa preparação para a retoma.