Madeira confia que easyJet não abandonará rotas domésticas para a região

O secretário Regional de Turismo e Cultura da Madeira afirmou esta terça-feira estar confiante em que a easyJet não concretizará a ameaça de abandonar a Madeira devido à alteração do modelo do subsídio de mobilidade.

Na passada semana, a easyJet emitiu um comunicado em que dava conta que o novo modelo do subsídio de mobilidade, aprovado no âmbito do OE 2020, “forçará a companhia a interromper as suas rotas domésticas actualmente existentes” entre o Continente e a Região Autónoma.

Inquirido pelo Turisver.com sobre esta possibilidade e as démarches que o Governo Regional está a fazer junto da companhia, o secretário Regional do Turismo e Cultura da Madeira mostrou-se “convencido que essa ameaça não se traduzirá na prática”.

Eduardo Jesus, que falava no evento em que foi anunciado que a Madeira seria este ano “Destino Preferido” da APAVT, referiu que o subsidio de mobilidade não é entendido pela easyJet da mesma forma que é entendido pelas outras companhias, lembrando também que “a lei foi aprovada mas falta toda a regulamentação” que é da “exclusiva responsabilidade do Governo da República e estamos em crer que o interesse nacional é exactamente o mesmo que o regional”. Assim, confia em que “essa regulamentação não passará por medidas que possam prejudicar essa ou outra qualquer companhia quando nós estamos exactamente a trabalhar no sentido contrário, que é o de reforçar a acessibilidade à Madeira, trazendo mais companhias a jogo”.

“Num cenário de expansão, nós não queremos perder uma companhia”, afirmou. O governante avançou ainda que tem havido “um contacto continuado e regular com a easyJet” onde tem sido garantido que “há um empenho político total no sentido de serem concertadas soluções que vão ao encontro das preocupações da companhia porque nem a Madeira nem o país se pode dar ao luxo de perder uma ligação, de perder uma companhia de aviação”.