Madeira obriga a teste PCR negativo para entrada na região

A partir no início de Julho, a quarentena obrigatória para os passageiros desembarcados na Madeira é substituída pela obrigatoriedade de apresentação ou realização à chegada de um teste PCR negativo (à Covid-19).

“Para o mês de Julho assume-se como condição necessária à entrada na Região Autónoma da Madeira a apresentação de um teste PCR negativo, realizado nas últimas 72 horas, prévias ao desembarque, ou, em alternativa, a realização de um teste PCR à chegada”, explicou esta terça-feira Miguel Albuquerque, presidente do Governo Regional da Madeira.

Em entrevista à Lusa, o governante avançou que o custo do teste será assumido pelo passageiro. Revelou, ainda, que durante o próximo mês de Junho os passageiros que apresentarem à chegada um teste PCR negativo, nas mesmas condições, estão dispensados de “qualquer isolamento profilático”. Ficam, no entanto, sujeito a monitorização pelas autoridades de saúde.

Assim, “o passageiro que tem o seu teste negativo, desembarca e depois disponibiliza o acompanhamento voluntário, através do seu telemóvel, à unidade de saúde, ou é acompanhado através dos métodos tradicionais”, elucidou o presidente do executivo. Actualmente, a operação aeroportuária da região está limitada a dois voos por semana, com o desembarque máximo de 100 passageiros.

As medidas avançadas por Miguel Albuquerque integram o plano de acção para a normalização das ligações aéreas ao arquipélago, a ser apresentado esta quinta-feira. O plano dita que até ao final deste mês se mantenham as condições até agora estabelecidas, com a obrigatoriedade de realizar quarentena em hotéis ou isolamento profilático na residência do passageiro.

O Governo Regional aponta a retoma do sector turístico para o próximo mês de Junho, apresentando novas medidas em linha com este plano, que foi articulado com os hoteleiros e players do sector da região. “A ideia é fazermos uma reabertura gradual, até para termos mecanismos de controlo e monitorização da situação, para não termos nenhuma regressão”, esclarece Miguel Albuquerque.

O Boletim da Direcção-Geral de Saúde desta quarta-feira, 20 de Maio, dá conta da ausência de novos casos na Região Autónoma da Madeira nas últimas duas semanas.