Mais turismo todo o ano e em todo o país é objectivo para a próxima Legislatura

No almoço-debate promovido pela Confederação do Turismo de Portugal, esta segunda-feira em Lisboa, o secretário-geral do PS fez o balanço da legislatura em termos de turismo, traçou os objectivos para os próximos quatro anos e citou desafios e riscos, como o Brexit, o próximo quadro comunitário e a captação de rotas aéreas.

Numa intervenção inicial de cerca de 36 minutos, o secretário-geral do PS começou por enaltecer os resultados do turismo nesta legislatura. Considerando o turismo “fundamental para a projecção do país e a dinamização de toda a actividade económica” e como “factor de coesão territorial”, sublinhou ser “essencial que as políticas públicas estejam bem alinhadas com o sector”.

Deixou, no entanto, claro, que não se poderem ignorar desafios e riscos. Entre estes está o de continuar a assegurar a capacidade de investimento do sector por via do novo quadro comunitário, afirmando a propósito que “é muito importante ter capacidade de investimento para que a oferta possa continuar a melhorar”.

Outro desafio / risco que se coloca tem a ver com o Brexit que terá impactos de maior dimensão exactamente na actividade turística, dado que os britânicos continuam a ser o nosso principal mercado. Neste caso, disse, “a maior incerteza é saber se há ou não há e quando há” mas porque “um dia pode chegar mesmo, temos que estar preparados”.

No que toca ao turismo os adiamentos dão “mais tempo para preparar e reforçar os planos de contingência que temos vindo a adoptar”, como a campanha de promoção específica para o Reino Unido de “indiscutível sucesso”, uma vez que, graças a ela, “mesmo num momento de incerteza quanto ao Brexit, de forte desvalorização da Libra, o turismo com origem no Reino Unido tem continuado a aumentar”. Por isso, afirmou ser importante manter a campanha e a agilização de procedimentos nos aeroportos.

O terceiro desafio reside nas ligações aéreas internacionais que “têm sido essenciais para sustentar o crescimento turístico”, considerando que este esforço deve continuar na próxima legislatura, algo que se prende com a capacidade aeroportuária, nomeadamente de Lisboa (ler aqui).

A terminar, sintetizou os objectivos da próxima legislatura em termos de turismo. “A ambição que temos que ter é que os próximos quatro anos continuem a permitir uma trajectória de melhoria do sector, de respondermos ao desafio de termos cada vez maior valor acrescentado no sector e termos cada vez mais turismo de ano inteiro e cada vez mais turismo em todo o território”, afirmou.