Medidas do Governo são correctas “mas exigem prazos mais alargados”, diz a AHETA

A AHETA considera que as medidas extraordinárias de estímulo à economia anunciadas pelo Governo esta quarta-feira “vão no sentido correcto e respondem às necessidades das empresas, mas exigem prazos mais alargados e outros ajustes”.

Em comunicado divulgado esta quinta-feira, a AHETA – Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve, considera correctas as medidas anunciadas pelo Governo mas avança que devem ser mais alargadas no tempo e ser colocadas no terreno o mais depressa possível dada a situação vivida pelas empresas do turismo e, principalmente, pelos hotéis e empreendimentos turísticos que, segundo a Associação, estão a ser “confrontados com uma crise sem precedentes, jamais vista em toda a nossa existência e cujo fim não é previsível”.

Para fazer face à actual situação, a AHETA “sem prejuízo de outras medidas que se venham a revelar imprescindíveis no curto/médio prazo”, vem propor a adopção de outras medidas para além das já apresentadas pelo Governo.

Entre as medidas propostas está o alargamento da “suspensão do pagamento de contribuições e impostos”dos três meses propostos pelo Governo para “seis meses”, um horizonte temporal em que a AHETA defende a abolição das contribuições sociais, taxas e impostos e a  “suspensão do pagamento das despesas de água, luz e gás.

Propõe também que deve ser aprovada e implementada de imediato “uma moratória suspendendo a obrigatoriedade das empresas amortizarem dívidas e respectivos juros nos próximos seis meses”, bem como a abolição da condicionante de 20% para acesso à linha de crédito de 900 milhões de euros, a qual quer ver aumentada para valores mais elevados e para uma carência de dois anos.

Uma ainda maior simplificação e flexibilização do lay-off para atender “ao elevado número de estabelecimentos encerrados temporariamente, tendo em vista evitar o recurso à figura da extinção dos postos de trabalho” e a passagem à baixa médica dos trabalhadores que têm quer ficar em casa em assistência familiar “isentando as empresas de encargos salariais de trabalhadores que não exercem qualquer actividade”, são outras das medidas preconizadas.