Ministro da Economia admite “cenários pesados para o Turismo” em Portugal

Pedro Siza Vieira admitiu esta terça-feira, na Comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas, na Assembleia da República, que o turismo vai ter uma retoma mais lenta que os outros sectores e que, por isso, haverá “cenários pesados”. Mesmo assim acredita que a retoma possa acontecer em 2021.

Ao falar sobre as consequências económicas da pandemia de covid-19 e as medidas de combate à sua propagação, o ministro da Economia afirmou que “temos e assumir” que vamos ter um “período de um ou dois anos em que os níveis da actividade turística vão estar muito abaixo daquilo a que nos habituámos”.

Embora acredite que a retoma chegará no próximo ano, Pedro Siza Vieira, afirmando não pretender “esconder nada”, deixou claro que “temos cenários pesados para o turismo”. Mesmo assim destacou que a imagem de Portugal como destino turístico poderá sair reforçada desta pandemia dado que o pois pode tornar-se num destino com elevada segurança física e sanitária, algo que os “viajantes vão valorizar muito”.

Lembrando que o turismo representa 14% do volume de negócios e 8,8% do Produto Interno Bruto (PIB) português, admitiu que o Governo está preocupado com o impacto da pandemia no sector, mas quis também “contrariar a ideia de que o país está excessivamente dependente do turismo” já que, sublinhou, apesar da importância do Turismo, o sector “está longe” de assegurar a actividade exportadora do país, devido à diversificação da actividade económica a que se tem assistido nos últimos anos.

“A nossa actividade turística é muito importante porque contribui para o equilíbrio da balança externa e cria emprego, mas a actividade económica está longe de se esgotar aí”, afirmou, acrescentando que, no próximo ano, o turismo conseguirá dar um contributo tão grande para o emprego e para as exportações, pelo que “terão de ser outros sectores a aguentar a economia”. Por via disso, antecipou, “não vamos dizer que há turismo a mais, vamos é sentir falta da actividade turística”.