Morte de turistas no Egipto volta a preocupar o mercado

Após a morte súbita de John e Susan Cooper no Steigenberger Aqua Magic Hotel, em Hurghada, Egipto, na passada terça-feira, centenas de turistas britânicos encontram-se a abandonar este país, mostrando descontentamento com a pouca informação que foi revelada em relação ao incidente.

Passadas 24 horas da morte do casal britânico, o Grupo Thomas Cook retirou do hotel 300 clientes que lá se encontravam hospedados, como medida de precaução após terem sido alertados para “um número crescente” de doenças, com 13 clientes a ter sofrido de intoxicações alimentares, mas sem se encontrarem em estado grave.

O Grupo lançou, também, uma investigação relativa às mortes súbitas de John e Susan Cooper, de 69 e 63 anos, respectivamente, e promete “chegar ao fundo” da questão. O director executivo do grupo, Peter Fankhauser, explica que foram enviados especialistas para testar a água, comida e ares condicionados, com os resultados dos testes a ser conhecidos num período de 10 dias.

Segundo a imprensa britânica, os hóspedes retornados mostram-se descontentes com a pouca informação que foi partilhada relativamente ao incidente, com muitos a referir ainda que dezenas de outros hóspedes adoeceram no resort egípcio, apresentando sintomas como tonturas, diarreia e problemas de estômago. Os hóspedes partilham agora que o staff do hotel falava em examinar os ares condicionados, bem como em aumentar o nível de cloro na piscina.

Por seu lado, Dieter Geiger, general manager do Aqua Magic, atesta que “em circunstâncias como estas […] é importante centrarmo-nos nos factos”, sendo que os factos dizem, segundo um relatório médico preliminar, que foram causas naturais aquelas que resultaram na morte do casal. Atesta ainda que não existem provas de “um aumento da incidência de doenças” no hotel, que considera ser “uma especulação precipitada”.

Até ao momento, cerca de 20 pessoas apresentaram reclamações legais contra o resort egípcio. Nick Harris, o advogado que está a representar este conjunto de antigos hóspedes, explica que as reclamações dos seus clientes foram feitas em relação “à comida, à temperatura da comida e coisas desse género”.

Já as autoridades egípcias afirmam que não foi encontrado nenhum traço de gás venenoso no quarto de hotel onde se encontrava hospedado o casal britânico. Os exames médicos mostram que o casal adoeceu após sofrer uma insuficiência respiratória. Por seu lado, Kelly Ormerod, a filha do casal com quem passavam férias, atesta que ambos se encontravam “de perfeita saúde” apenas horas antes de terem falecido.