Municípios do Oeste apostam no turismo

Os municípios da Região Oeste, em concreto Caldas da Rainha e Óbidos, estão a apostar no turismo como uma indústria essencial para a valorização do território. Sendo que muito trabalho têm pela frente, os vice-presidentes das duas Câmaras Municipais apontam a importância de um trabalho conjunto na promoção do território.

“Aquela ideia lírica que nós sozinhos conseguimos promover o nosso conselho para o mundo inteiro vale pouco”, atesta Hugo Oliveira, vice-presidente e vereador do Turismo da Câmara Municipal de Caldas da Rainha. Quando se trata dos países que o município pretende atrair, a promoção externa vale mais “em bloco”, sendo que “os municípios têm de estar juntos e promoverem em conjunto aquilo que existe nos territórios”.

Por seu lado, José Pereira, vice-presidente da Câmara Municipal de Óbidos, explica que a promoção é “uma luta constante e não é uma luta que seja só do município”. É esta luta conjunta com outros municípios e parceiros locais que permite “levar a nossa imagem fora de portas, para que estejamos no mundo como estamos habituados a estar”.

Este marketing territorial não é uma ideia nova e é uma aposta que tem vindo a ser desenvolvida e que se materializa, também, na viagem de imprensa à Região Oeste que decorreu entre os dias 9 e 11 de Janeiro, promovida pela Associação Empresarial do Concelho de Óbidos – Óbidos.com, que deu a conhecer diferentes valências do território, em Óbidos, Foz do Arelho, São Martinho do Porto e Caldas da Rainha.

A nível da promoção do Oeste, Hugo Oliveira acredita que “muito trabalho temos pela frente”, pois “no turismo nunca nada está terminado, antes pelo contrário”. Ainda assim, ressalva as apostas que têm vindo a ser feitas no turismo a nível local, que a tornam “numa região que cada vez mais complementa a zona Centro”. O Oeste é “um espaço territorial fundamental para o Turismo do Centro, pelo facto de ser diversificado”, um espaço que alia o mar à zona rural, com destaque para o património que ostenta.

Concretamente falando do município de Caldas da Rainha destaca a “pérola” que é a Lagoa de Óbidos e Foz do Arelho, mas também o património e cultura encontrados na cidade. A aposta é feita na “área cultural forte” em conjunto com a vertente do termalismo, com o Hospital Termal a voltar a abrir portas em breve. O hospital termal mais antigo do mundo encontra-se encerrado desde 2013 e em finais de 2018 a sua gestão passou para a tutela do município, que pretende reabrir os seus serviços progressivamente.

O Município assumiu gestão de todo o património termal, bem como do Parque D. Carlos I, construído para complemento do serviço termal, e que vê agora através de uma concessão os seus pavilhões a ser transformados num hotel de 5 estrelas com 105 quartos pelo Grupo Visabeira, a abrir até finais do próximo ano. Na recuperação e requalificação do Parque e da Mata das Caldas da Rainha foram investidos 18 milhões de euros pela Câmara Municipal, pois “ter esta ligação a um espaço verde no centro da cidade é uma âncora de Caldas da Rainha”.

Segundo Hugo Moreira, o crescimento “brutal” no volume das dormidas de 70.000 em 2013 para 180.000 em 2017, deve-se “à melhoria da cidade”, que visou dotar de condições quem a visita, dotando-a de uma séria de infra-estruturas. “Tivemos de mudar muita coisa para estarmos em condições de receber os nossos turistas e a coisa resultou”, apontando que o município regista um crescimento nas dormidas acima da média nacional.

No caso de Óbidos, José Pereira dá destaque a “um parceiro importante que tem sido a Associação Empresarial, que não se tem limitado a tratar dos seus associados, e tem feito grandes parcerias com o município e que tem ajudado a que o nosso território seja olhado como um todo em várias tipologias, em várias acções”.

A grande aposta do município recai na realização de eventos de carácter nacional, que permitem que “um território tão pequeno consiga ter cerca de dois milhões de pessoas que nos visitam normalmente”. O último destes eventos encerrou a 6 de Janeiro, com a Vila Natal a ter sido “um dos eventos com maior sucesso destes últimos anos, onde tivemos o maior número de visitantes, onde tivemos naturalmente também a receita que está associada”.