Museu de Arte Contemporânea da Madeira tem nova casa

O Museu de Arte Contemporânea da Madeira ganha novo nome e nova localização neste mês de Outubro. A colecção patente, desde 1992, no Forte de São Tiago no Funchal inaugurou ontem na sua nova morada, na Casa das Mudas na Calheta.

Carina Bento, directora regional da cultura madeirense, explica a translação das 400 peças de arte contemporânea pelas condições limitadas da fortaleza de 1614. Afirma que “a ideia foi dar mais condições à colecção de arte contemporânea da Região Autónoma da Madeira”, um espólio com obras de mais de uma centena de artistas plásticos, desde a década de 60 até hoje.

A Casa das Mudas, inaugurada em 2004, é também ela uma obra contemporânea que valeu ao arquitecto Paulo David a Medalha Alvar Aalto, em 2012. O núcleo agora intitulado de MUDAS. Museu de Arte Contemporânea da Madeira, está integrado num local pensado de raiz com cariz museológico.

Para além da transladada exposição permanente o MUDAS contará com alguns empréstimos por parte da PT, Banif ou Museu Berardo. Por seu lado o Forte de São Tiago será transformado no Museu de Arqueologia, onde será criado um laboratório e estarão expostas peças encontradas após o temporal de 20 de Fevereiro de 2010.

Estão ainda a ser estudados alguns projectos como o Mudasbus, agora em fase experimental, um pacote que inclui viagem de ida e volta à exposição, com partida do Funchal e passagem por antigas estradas regionais. Pensa-se também em conjugar o MUDAS com outros núcleos museológicos, como o Museu Etnográfico da Ribeira Brava e o Engenho da Calheta.