A garantia foi dada, em nome de todas as regiões, pelo presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal no programa “Prós e Contras” da RTP1 subordinado ao tema “Turismo Paralisado”. Assegurando que todas as regiões estão a trabalhar em conjunto, Luís Pedro Martins sublinhou que Portugal como um todo e cada uma das suas regiões turísticas, têm “grandes argumentos” para voltar a ganhar o turismo.
“Podem estar sossegados porque as Entidades Regionais estão todas bastante alinhadas, temos trabalhado com a Secretaria de Estado do Turismo, com o Turismo de Portugal, porque queremos evitar esta ideia de guerras entre regiões numa altura em que todos vamos ter que viver do turismo nacional”, assegurou Luís Pedro Martins acrescentando que “não queremos que cada um por si vá tentando capitalizar e retirar os turistas a outros. O que queríamos explicar aos portugueses que somos um país suficientemente pequeno para evitar andarmos com guerras norte-sul e bastante rico para nos podermos complementar”. E no limite, o que as regiões gostariam era de promover o “cross selling” entre si.
Ao “Prós e Contras”, Luís Pedro Martins foi garantir que, na região Porto e Norte como no país, “temos grandes argumentos” para voltar a ganhar o turismo, a começar pela “percepção muito positiva” que os estrangeiros têm sobre Portugal, que se construiu ao longo dos anos. Uma percepção também muito positiva no que toca à segurança do país, a que se soma hoje “uma boa percepção em matéria de higiene sanitária e da qualidade das nossas infra-estruturas”.
Outra questão que o presidente do Turismo do Porto e Norte considera que irá “trazer grande retorno ao país” tem a ver com as declarações do primeiro-ministro António Costa sobre o comportamento da Holanda na União Europeia e “o impacto que tiveram” junto do mercado espanhol, o primeiro emissor de turistas para a região. Os reflexos, garantiu Luís Pedro Martins, fizeram-se sentir logo de seguida, contando mesmo que responsáveis de turismo de regiões espanholas já garantiram que o agradecimento dos espanhóis se fará irá traduzir em número de turistas. “Nós vamos perceber o impacto dessa defesa que Portugal fez dos nossos vizinhos espanhóis e vamos receber o retorno dessas palavras”, disse.
Sobre os argumentos que Portugal tem e que disse estarem espelhados em todas as regiões do Continente e ilhas, Luís Pedro Martins sublinhou a importância dos territórios de baixa densidade que em todas elas existem. “Se me perguntasse o que é que esta pandemia teve de positivo – sendo que é muito difícil falar de coisas positivas quando sabemos dos dramas associados a esta questão – diria que era o facto de, finalmente, os territórios de baixa densidade chegarem à frente do palco.
Pela primeira vez o foco poderá ser colocado nos territórios de baixa densidade” por via daquilo que se conhece já do perfil do turista que, nestes tempos, irá procurar, fundamentalmente, “segurança, tranquilidade, natureza, privacidade” – atributos que, assegurou, “encontramos em todas as regiões” turísticas do país, muitas vezes a poucos minutos das grandes cidades.
“Os turistas nacionais não chegarão para termos o número de turistas que nós tínhamos – no Porto e Norte representavam 47% – mas serão uma ajuda para aquele que vai ser um Verão difícil”, registou o responsável que fez questão de enumerar territórios de baixa densidade em todas as regiões turísticas portuguesas, todas elas capazes de proporcionar “umas férias inesquecíveis”.
O que o presidente do Turismo do Porto e Norte deixou claro é que tem que haver uma forte campanha de captação do mercado interno sem no entanto esquecer o mercado espanhol, que deverá ser chamado a contribuir numa segunda fase, para só depois, numa terceira fase, se fazer promoção no mercado internacional que “está dependente de vários “ses””, como a acessibilidade aérea e o fim da pandemia.

