Norte aposta no enoturismo para incrementar turismo de luxo

O Norte de Portugal pretende que o enoturismo seja um factor de captação do mercado turístico de luxo e permita aumentar a estada média na região, mas é preciso “formação” e “trabalho em rede”, defendeu o presidente da Turismo Norte de Portugal (TPNP).

“O desafio é a aposta forte na formação e no trabalho em rede entre empresas e produtores do vinho”, disse em entrevista à Lusa Luís Pedro Martins, no âmbito da recente missão a África do Sul para promover os vinhos da região Norte a convite da Secretaria de Estado do Turismo.

Para o crescimento do enoturismo no Norte, a TPNP pretende apostar, por exemplo, na “criação de rotas de vinho aliadas à gastronomia”, bem como ao aumento de empresas de animação turística nas zonas onde são fabricados os vinhos, oferecendo experiências diferenciadoras aos visitantes.

À semelhança de África do Sul, Luís Pedro Martins sublinha que o Norte de Portugal também tem “paisagem” e também tem “qualidade dos vinhos e boa gastronomia”, mas falta à região apostar na formação dos trabalhadores do sector, bem como um trabalho em rede entre todos os agentes, que são duas particularidades em que África do Sul apostou, designadamente aliando às provas de vinho experiências gastronómicas e bem-estar.

O anúncio da companhia aérea Emirates Airline de lançamento a 02 de Julho de um novo voo entre Porto e Dubai, com operação quatro vezes por semana, é um trunfo que o presidente da TPNP destaca para ajudar o enoturismo na região com a chegada de um segmento de “turismo de luxo” e “com mais poder de compra”, que pode contribuir para a estada média na região aumentar de 1,8 noites para 2,5 noites.

Na iniciativa estatal à África do Sul, onde participaram dirigentes de várias regiões vinícolas portuguesas e empresários do sector, o objectivo realçado foi o reforçar o “conhecimento e a capacitação de entidades com responsabilidades no desenvolvimento e promoção de territórios vitivinícolas e destinos de enoturismo portugueses”, bem como fomentar o “intercâmbio de experiências com instituições locais ligadas aos sectores do turismo e do vinho e potenciar a promoção de Portugal como destino de referência para o enoturismo”.