Nova linha de eficiência energética vai apoiar PME do turismo

A linha de eficiência energética lançada esta terça-feira pelo Ministério da Economia e dirigida às pequenas e médias empresas (PME) no valor global de 100 milhões de euros, vai apoiar também empresas do sector do turismo, além da área industrial a desenvolver projectos que permitam a redução do consumo energético e a mudança de fontes energéticas fósseis para renováveis.

Com um prazo de vigência de dois anos após o seu início, o montante global da linha é de 100 milhões de euros e o montante máximo da operação por empresa pode atingir os dois milhões de euros.

Em declarações à Lusa, à margem da cerimónia, o ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, afirmou que a nova linha de apoio vai “promover a eficiência energética, no sentido positivo”, das empresas, “aumentar a competitividade e diminuir custos e emissões”.

Na cerimónia no Ministério da Economia, onde também esteve presente o ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, Caldeira Cabral afirmou que “há muitas empresas com investimentos que se pagam em dois, três anos, e que conseguem em muitos casos reduzir a factura energética em 20%, 30%, não apenas por reaproveitamento de calor, processos produtivos, mas também pela introdução de painéis solares, autoprodução”.

“Com esta linha de crédito, que tem um período de carência de dois anos, as empresas podem desde logo” beneficiar da melhoria de eficiência energética e redução de custos, salientou, apontando que se espera que as poupanças geradas nas empresas sejam superiores àquilo que têm de pagar aos bancos.

Na sua intervenção, o ministro do Ambiente, defendeu a importância de “instrumentos” de apoio às empresas industriais e de turismo que as “corresponsabilizem”, realçando que “estamos absolutamente conscientes de que a eficiência energética” é um desafio para as empresas, que “requer investimentos”, aposta em fontes renováveis, tecnologias e processos inovadores. “É investimento necessário para garantir a sustentabilidade e produtividade das empresas a longo prazo”, acrescentou.