O encerramento dos casinos em Macau é “uma medida extrema”

Quem o diz é Paula Machado, coordenadora do Centro de Promoção e Informação de Macau em Portugal, que avança que “não estamos a passar um período fácil”, mas que sente confiança nas medidas do governo local e em que “isto [disseminação do coronavírus] vai acabar rapidamente”.

De relembrar que o Governo da Região Administrativa Especial de Macau decidiu no início desta semana encerrar todos os 41 casinos do território por um período de duas semanas. A medida surgiu após serem detectados casos de coronavírus em Macau, um deles numa funcionária de uma sala de jogo. O encerramento dos casinos engloba, também, o encerramento dos seus teatros, cinemas, salas de jogo e discotecas.

Numa conversa com os jornalistas, à margem da apresentação dos Discover the World Traverl Awards, pela BTL, Paula Machado falava da necessidade de “criar um isolamento saudável, para que não haja propagação do vírus para fora do território”. Para tal, “foi criada uma equipa espectacular de apoio a toda a população”. A coordenadora mantém uma nota positiva em que atesta que “estou confiante que mais vale prevenir que remediar, e acho que a actuação do governo está a ser muito bem-feita”.

Contudo, avança que a sede do Turismo de Macau, em Macau, está fechada, garantindo apenas os serviços mínimos, e que “neste momento não está a haver turismo” na região. Os turistas não estão proibidos e entrar em Macau, mas são aconselhados a não o fazerem. Seja como for, “não vamos desistir de Macau, que continua a ser uma referência”, e o Turismo de Macau continuará a desenvolver os projectos e compromissos assumidos.

“Assim que a situação melhorar, vamos apostar numa campanha de promoção mais incisiva”, assevera Paula Machado, que considera este período ideal para “rever algumas estratégias de promoção”. “Neste momento não vale a pena fazer grandes campanhas de promoção, mas vamos manter um plano de revival para o Macau”. Considera que Macau sofrerá “uma queda brutal em termos de números de turistas”, pelo que “assim que tivermos luz verde que Macau vai voltar à vida normal, a campanha de promoção terá de ser mais agressiva, para compensar estes meses em que não temos visitantes”.