OMT: residentes locais favoráveis ao turismo urbano

Esta é uma das conclusões do inquérito realizado pela Organização Mundial do Turismo e pela IPSOS que abrangeu um total de 15 países em todo o mundo (Portugal não foi incluído). O estudo deixa claro que, apesar de existir uma valorização positiva dos impactos do turismo, há uma divergência de opiniões entre gerações, com os mais jovens a serem mais favoráveis a medidas restritivas da procura turística.

Segundo a OMT, ao analisar 15 países em todo o mundo a investigação identificou aquilo que os residentes consideram como sendo as melhores formas de administrar um número crescente de turistas colocando em destaque as diferentes atitudes dos diversos grupos sociodemográficos face ao turismo urbano.

O inquérito teve em vista uma melhor compreensão das atitudes dos residentes relativamente ao turismo urbano bem como a identificação das melhores estratégias de gestão para abordar os desafios que se colocam por via de uma crescente procura turística.

“Para nos assegurarmos que o turismo urbano continue a beneficiar os residentes locais é fundamental implementar políticas e práticas sustentáveis”, afirma Zurab Pololikashvili, secretário-geral da OMT que explica que para isso há que “monitorizar regularmente as atitudes dos residentes em relação ao turismo”, incluindo essa monitorização “na agenda do turismo”.

Austrália, Argentina, Suécia, república da Coreia e Espanha são, segundo a OMT, os países onde os impactos do turismo são valorizados de forma mais positiva. Por outro lado, os menores de 34 anos mostram uma maior consciência dos impactos positivos e negativos do turismo, enquanto os maiores de 50 anos aparentam ter menos consciência dos impactos negativos.  São também os mais jovens que têm maior probabilidade de estar a favor de medidas mais restritivas para gerir o aumento da procura turística.

A OMT acrescenta que apenas 5% dos inquiridos com mais de 50 anos pensa que a promoção turística deve parar (12% para os inquiridos mais jovens), enquanto só 8% está a favor da imposição de limites ao número de visitantes nas suas cidades (16% no caso dos inquiridos até aos 34 anos).

De acordo com os resultados do inquérito, os residentes dos 15 países auscultados consideram que a melhor forma de abordar os crescentes fluxos turísticos urbanos passa por “melhorar as infra-estruturas e instalações” (89% na Hungria, 80% em Itália e 79% na Argentina). A segunda estratégia mais defendida é “criar experiências e atracções que beneficiem tanto os residentes como os turistas” (82% no Canadá e Hungria; 75% e 74% na Argentina e República de Coreia).

O inquérito realizou.se entre Dezembro de 2018 e Janeiro de 2019 na Alemanha, Argentina, Austrália, Bélgica, Canadá, Espanha, Estados Unidos, França, Hungria, Itália, Japão, Polónia, Reino Unido, República de Coreia e Suécia.