Os “três Cês” da AHRESP para ultrapassar a crise

Credibilidade. Coesão. Confiança. Estes são os “3 cês” da AHRESP para enfrentar e ultrapassar o momento de grandes dificuldades que o sector atravessa. A ‘receita’ foi dada esta quarta-feira pelo vice-presidente da associação, Carlos Moura, no webinar “Problemas e Soluções para o Canal HORECA”. Numa intervenção em que realçou que as empresas do sector vão precisar de ajuda na reabertura, Carlos Moura deixou também uma palavra de alento: “Há problemas mas também há soluções”.

Contacto diário com o Governo e outras instituições como a Direcção-Geral de Saúde, edição de um boletim diário de informação para os associados, apresentação, logo a 16 de Março, de um pacote de 40 medidas de que o sector que representa necessitaria para atravessar o período da pandemia, foram alguns dos elementos destacados por Carlos Moura no capítulo da credibilidade da AHRESP, onde não deixou de sublinhar que algumas das medidas inscritas no pacote inicial apresentado ao Governo pela associação “não foram ainda atendidas”.

No que toca à coesão, destacou as delegações da associação que cobre o país inteiro e que, embora temporariamente encerradas, continuam a prestar o necessário apoio aos associados.

Num momento em que todos estão a batalhar com o mesmo objectivo e em que cada um apenas tem forma se em união com os demais, o vice-presidente da AHRESP frisou o facto de “nos últimos dois meses”, com o país praticante fechado, terem sido registados “mais 200 associados”, o que o leva a acreditar que “havemos de ser cada vez mais e mais fortes”.

Confiança é outro ‘bem’ necessário nos tempos que atravessamos. Significa isto que o sector quer reabrir mas tem que sentir confiança para o fazer, como os consumidores têm que sentir essa confiança para regressarem.

Afirmando que “não há saúde nas pessoas ser não houver saúde nas empresas” e que, por isso, “precisamos de ter empresas saudáveis”, Carlos Moura recordou que a Associação já teve oportunidade de informar o primeiro-ministro de que a AHRESP está “desejosa de que a economia funcione” mas “para haver reabertura dos estabelecimentos, ela tem que ser feita sob determinadas condições”, nomeadamente de “saúde pública e confiança”porque o pior que pode acontecer é que os estabelecimentos abram para terem que fechar logo depois.

Carlos Moura assegurou que “ninguém está interessado em ter um aumento da taxa de mais desemprego”. No entanto, para que não haja mais desemprego, afirmou, “o Governo tem que criar linhas de apoio específicas para este sector que vai continuar a estar parcialmente encerrado” nomeadamente no que concerne à manutenção dos postos de trabalho, o que só poderá ser conseguido através do prolongamento das medidas de lay off. Necessário vai ser também o “reforço das linhas de liquidez”, bem como uma linha de apoio à aquisição de equipamentos de protecção individual de que os espaços vão carecer.